O Livro de Mórmon

Sobre o Livro de Mórmon

O Livro de Mórmon é a escritura fundadora do movimento dos Santos dos Últimos Dias. Foi publicado por Joseph Smith em Palmyra, no estado de Nova York, em março de 1830. A obra se apresenta como o registro sagrado de povos que teriam saído de Jerusalém por volta de 600 a.C., atravessado o oceano e vivido no continente americano até o ano 421 d.C. Desde 1982 a edição oficial traz o subtítulo Outro Testamento de Jesus Cristo, aprovado pelo presidente Spencer W. Kimball e anunciado por Boyd K. Packer na conferência geral daquele ano.

A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias ensina que o texto foi traduzido pelo dom e poder de Deus a partir de placas de ouro entregues a Joseph Smith pelo anjo Morôni, e apresenta o livro não como substituto da Bíblia, mas como segundo testemunho do mesmo Cristo. A própria obra propõe ao leitor um teste explícito, no capítulo final: perguntar a Deus se ela é verdadeira. Em dezembro de 2023 a Igreja anunciou a marca de 200 milhões de exemplares distribuídos, em 113 idiomas.

E quando receberdes estas coisas, eu vos exorto a perguntardes a Deus, o Pai Eterno, em nome de Cristo, se estas coisas não são verdadeiras; e se perguntardes com um coração sincero e com real intenção, tendo fé em Cristo, ele vos manifestará a verdade delas pelo poder do Espírito Santo.

Morôni 10:4

Como o texto foi produzido e publicado

A cronologia é bem documentada e a Igreja a publica em suas próprias fontes históricas. Joseph Smith relatou visitas do anjo Morôni a partir de setembro de 1823 e disse ter obtido as placas em 1827, perto de sua casa em Manchester, Nova York. A tradução começou com o fazendeiro Martin Harris como escrevente. Em junho de 1828 Harris levou emprestado o manuscrito já produzido, cerca de 116 páginas, para mostrar à esposa, e o perdeu. O trabalho ficou parado por cerca de nove meses.

Em abril de 1829 Oliver Cowdery, professor de escola e parente distante, assumiu como escrevente, e a maior parte do texto atual foi ditada em poucos meses. As páginas perdidas nunca foram refeitas: no lugar delas entraram as chamadas placas menores de Néfi, que correspondem aos livros de 1 Néfi a Ômni, mais a interpolação de Palavras de Mórmon, que explica a substituição. O impressor Egbert B. Grandin recusou o trabalho a princípio e mudou de ideia quando Joseph Smith procurou impressores em Rochester: em 26 de junho de 1829 anunciou no Wayne Sentinel que publicaria a obra, por 3.000 dólares e 5.000 exemplares. A garantia veio em agosto, com a hipoteca da fazenda de Martin Harris, e a composição tipográfica começou nesse mês. O livro entrou à venda na livraria de Grandin em 26 de março de 1830.

Escolhi, portanto, estas coisas para terminar meu registro sobre elas e este restante de meu registro tirarei das placas de Néfi.

Palavras de Mórmon 1:5

Sobre o instrumento da tradução, os relatos falam de duas coisas. Uma é o Urim e Tumim, também chamado de intérpretes, descrito como duas pedras presas a um peitoral e encontrado junto com as placas. A outra é uma pedra de vidência que Joseph Smith já usava antes, colocada dentro de um chapéu para bloquear a luz externa, com o rosto encostado na abertura. Durante décadas os manuais e as ilustrações oficiais mostraram apenas as placas e os intérpretes, o que críticos apontam como omissão; autores SUD respondem que os relatos do chapéu estavam publicados em fontes históricas do século XIX e nunca foram negados. Em dezembro de 2013 a Igreja publicou na série Tópicos do Evangelho o ensaio Tradução do Livro de Mórmon, que reconhece o uso dos dois instrumentos e descreve o método do chapéu com base nos relatos de quem esteve presente.

As Três e as Oito Testemunhas

Toda edição do Livro de Mórmon traz dois depoimentos assinados, impressos desde 1830. As Três Testemunhas, Oliver Cowdery, David Whitmer e Martin Harris, declaram que um anjo lhes mostrou as placas e que ouviram a voz de Deus. As Oito Testemunhas, quatro membros da família Whitmer, Hiram Page, e o pai e dois irmãos de Joseph Smith, declaram em linguagem mais sóbria que viram e manusearam as placas.

Os dois lados do debate partem do mesmo dado. Nenhuma das onze testemunhas renegou o depoimento, inclusive as três que romperam com Joseph Smith e foram excomungadas ou se afastaram, o que os defensores apresentam como difícil de explicar por conluio. Os críticos observam que o grupo era formado por parentes e vizinhos próximos, que alguns relatos posteriores usam expressões como ver com os olhos do entendimento, e que a firmeza de uma convicção não decide, por si só, a natureza do objeto visto.

Os quinze livros

A obra reúne quinze livros internos, cada um com autor narrativo próprio, no formato que a edição atual usa para citação universal, como Alma 32:21. O nome do conjunto vem de Mórmon, apresentado como o general e profeta que teria resumido registros anteriores nas placas entregues ao filho Morôni.

Os livros e o que cada um traz

  • 1 Néfi: a saída de Jerusalém, a travessia e a visão da árvore da vida(1 Néfi 8:10)
  • 2 Néfi: a divisão entre nefitas e lamanitas e a doutrina da queda e do livre-arbítrio(2 Néfi 2:25)
  • Jacó: a alegoria da oliveira atribuída ao profeta Zenos, o capítulo mais longo da obra(Jacó 5:3)
  • Enos: a oração que durou um dia e uma noite(Enos 1:4)
  • Jarom: o livro mais curto em versículos, quinze ao todo, cobrindo cerca de sessenta anos(Jarom 1:2)
  • Ômni: a descoberta do povo de Zaraenla, sobrevivente de outra migração(Ômni 1:14)
  • Palavras de Mórmon: a nota do compilador explicando por que anexou as placas menores(Palavras de Mórmon 1:5)
  • Mosias: o discurso do rei Benjamim e a troca da monarquia por um sistema de juízes(Mosias 2:17)
  • Alma: o livro mais longo, com o sermão sobre a fé como semente e as guerras nefitas(Alma 32:28)
  • Helamã: as combinações secretas de Gadiânton e a pregação de Samuel, o lamanita(Helamã 14:2)
  • 3 Néfi: o centro da obra, a aparição de Jesus Cristo aos sobreviventes da catástrofe(3 Néfi 11:10)
  • 4 Néfi: quase três séculos comprimidos, com bens em comum e sem pobres nem ricos(4 Néfi 1:3)
  • Mórmon: as guerras finais e a destruição do povo nefita na colina Cumora(Mórmon 6:2)
  • Éter: o registro independente dos jareditas e a travessia em barcaças fechadas(Éter 6:4)
  • Morôni: as ordenanças da igreja nefita, o sermão sobre a caridade e a promessa final(Morôni 10:4)

A linha narrativa

O fio principal cobre pouco mais de mil anos. Por volta de 600 a.C., às vésperas do exílio babilônico, o profeta Leí sai de Jerusalém com a família, obtém as placas de latão com os escritos dos judeus e migra até uma terra prometida. Depois de sua morte o grupo se divide em nefitas e lamanitas, e a alternância entre prosperidade, orgulho, guerra e arrependimento organiza toda a narrativa. O ponto alto é 3 Néfi: sinais anunciados se cumprem, uma catástrofe destrói cidades e Jesus Cristo aparece aos sobreviventes, institui o batismo e o sacramento e chama doze discípulos. A obra termina em 421 d.C., com Morôni escrevendo sozinho depois da destruição de seu povo.

O livro de Éter corre em paralelo e é bem mais antigo dentro da própria história: resume um registro anterior, o dos jareditas, um povo que teria migrado na época da torre de Babel e se extinguido em guerra civil antes da chegada dos nefitas. Ele existe no conjunto porque, segundo a narrativa, os nefitas encontraram vinte e quatro placas com esse registro e Morôni as resumiu.

Passagens que a tradição SUD mais cita

Alguns trechos concentram o vocabulário doutrinário do mormonismo e aparecem com frequência em sermões e manuais. Cada citação leva à passagem completa.

Adão caiu para que os homens existissem; e os homens existem para que tenham alegria.

2 Néfi 2:25

E eis que vos digo estas coisas para que aprendais sabedoria; para que saibais que, quando estais a serviço de vosso próximo, estais somente a serviço de vosso Deus.

Mosias 2:17

Fé não é ter um perfeito conhecimento das coisas; portanto, se tendes fé, tendes esperança nas coisas que se não veem e que são verdadeiras.

Alma 32:21

Eis que eu sou Jesus Cristo, cuja vinda ao mundo foi testificada pelos profetas.

3 Néfi 11:10

E dou a fraqueza aos homens a fim de que sejam humildes; e minha graça basta a todos os que se humilham perante mim.

Éter 12:27

Os paralelos bíblicos

Para o leitor cristão, este é o ponto de maior interesse imediato. A Bíblia está presente no Livro de Mórmon de duas formas. A primeira é narrativa: as placas de latão trazidas de Jerusalém conteriam os cinco livros de Moisés e escritos proféticos, o que fundamenta a citação do Antigo Testamento dentro da história. A segunda é textual: blocos inteiros de Isaías, o Sermão da Montanha, dois capítulos de Malaquias e o capítulo paulino da caridade aparecem no texto, muito próximos da redação da Bíblia King James de 1611.

Onde os blocos aparecem no Livro de Mórmon

As passagens bíblicas correspondentes

  • Isaías 49, o servo chamado desde o ventre(Is 49:1)
  • Isaías 53, o servo sofredor(Is 53:1)
  • Isaías 54, a estéril que canta(Is 54:1)
  • O Sermão da Montanha em Mateus(Mt 5:3)
  • Malaquias e o mensageiro que prepara o caminho(Ml 3:1)
  • O capítulo do amor em 1 Coríntios(1Co 13:4)

A leitura comparada levanta duas questões técnicas, e as duas têm resposta dos dois lados. A primeira é o chamado problema do Deutero-Isaías. A crítica bíblica majoritária data Isaías 40 a 55 do exílio babilônico ou de depois dele, portanto após a saída de Leí de Jerusalém, o que tornaria impossível que esses capítulos estivessem nas placas de latão. Autores Santos dos Últimos Dias respondem de duas maneiras principais: recusando a divisão do livro de Isaías, ou sustentando que um núcleo profético anterior já existiria no século VII a.C. e foi retrabalhado depois. Uma terceira linha, dentro da própria academia SUD, admite a datação crítica e trata o material posterior como acréscimo do processo de tradução.

A segunda questão é a dependência da King James. Os blocos reproduzem a redação inglesa de 1611, inclusive palavras que a King James imprime em itálico por terem sido acrescentadas pelos tradutores, sem correspondência no hebraico. Críticos leem isso como marca de uma composição do século XIX. A resposta SUD usual é que a tradução recorreu à linguagem bíblica já conhecida quando o sentido era equivalente. Autores SUD acrescentam que as diferenças em relação à King James, que existem em centenas de versículos, se concentram justamente em torno dos itálicos, e que esse padrão também pede explicação.

Evidências: o que se discute

O Livro de Mórmon faz afirmações históricas verificáveis em princípio, e por isso é objeto de debate empírico contínuo. O quadro abaixo resume as objeções mais citadas e as respostas mais correntes entre autores Santos dos Últimos Dias. Nenhuma das linhas está encerrada, e este índice não emite veredito sobre nenhuma delas.

Ponto em debateObjeçãoResposta corrente
ArqueologiaNenhuma cidade, inscrição, moeda ou artefato identificado como nefita ou jaredita foi encontrado nas Américas, e nenhuma instituição arqueológica não confessional usa o livro como fonte histórica.A geografia limitada, que situa toda a narrativa numa área restrita da Mesoamérica, e não no continente inteiro, reduziria a expectativa de achados. Nomes e povos do texto não teriam por que aparecer com esses nomes no registro material.
GenéticaEstudos de DNA de populações indígenas americanas apontam origem predominantemente asiática, sem marcadores do Oriente Próximo compatíveis com migrações do século VI a.C.O ensaio da Igreja de 2014, O Livro de Mórmon e os estudos de DNA, sustenta que nada se sabe sobre o DNA dos povos do livro, e que efeito fundador, deriva genética e miscigenação posterior tornariam improvável detectar hoje uma linhagem pequena.
EscritaO texto diz ter sido escrito em egípcio reformado, expressão sem qualquer atestação epigráfica, nas Américas ou fora delas.Trata-se de um nome interno dado pelos próprios nefitas a uma escrita derivada do egípcio e alterada ao longo de mil anos, e não de um sistema conhecido. Autores SUD apontam o uso documentado de escrita egípcia por escribas semitas como precedente de princípio.
AnacronismosCavalos, gado, elefantes, aço, carros, trigo, cevada e seda aparecem em contextos pré-colombianos em que a arqueologia não os documenta.Parte é atribuída a tradução por termos aproximados, com nomes do Velho Mundo aplicados a animais e plantas locais. Alguns itens saíram da lista com o tempo: o cimento mencionado em Helamã foi documentado na Mesoamérica, e uma espécie americana de cevada foi identificada nos anos 1980.
Deutero-IsaíasCapítulos de Isaías datados pela crítica do período do exílio aparecem citados como se já existissem por volta de 600 a.C.Recusa da divisão do livro de Isaías, ou hipótese de um núcleo profético anterior retrabalhado depois pelos redatores.

Do outro lado, os itens apresentados como evidência favorável têm o mesmo direito de ser examinados. Os mais citados são três. O primeiro é o nome Naom, o lugar onde 1 Néfi diz que Ismael foi sepultado. Altares achados em 1988 no templo de Bar’an, perto de Marib, no Iêmen, trazem a inscrição NHM e são datados dos séculos VII a VI a.C. Críticos observam que ali NHM é nome de tribo, que a raiz é comum no sul da Arábia e que a correspondência é de consoantes, não identificação de sítio. Autores SUD respondem que nomes tribais viravam topônimos na região.

O segundo é a estrutura quiástica de textos como o relato da conversão de Alma, forma literária semítica reconhecida. Críticos respondem que o quiasmo também aparece em prosa inglesa e que sua detecção depende de critérios estatísticos discutidos. O terceiro é o ritmo do ditado: poucos meses, sem rascunho ou revisão prévia conhecidos, o que autores SUD consideram implausível para uma composição original. Críticos apontam a memória bíblica difundida no ambiente de Joseph Smith e o caráter repetitivo de parte do material narrativo.

As passagens em torno das quais o debate gira

E agora, eis que escrevemos este registro de acordo com nosso conhecimento, em caracteres denominados por nós egípcio reformado, sendo transmitidos e alterados por nós segundo nossa maneira de falar.

Mórmon 9:32

Recepção

O Livro de Mórmon é escritura canônica para a Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, que declarou 17,88 milhões de membros ao fim de 2025, e também, com estatuto e uso diferentes, para a Comunidade de Cristo e outras ramificações do movimento fundado por Joseph Smith. Para as demais tradições cristãs, católica, ortodoxa e protestantes, ele não é escritura. A objeção padrão é que o cânone está fechado e que nenhuma revelação posterior se acrescenta a ele. Somam-se divergências doutrinárias sobre a natureza de Deus, que vêm menos do Livro de Mórmon e mais dos ensinos posteriores de Joseph Smith. A réplica SUD é que o cânone nunca foi fechado por decisão bíblica e que a revelação continua, tese que as outras tradições rejeitam.

Este site hospeda o texto integral da edição oficial em português para leitura e comparação, com as mesmas ferramentas de referência cruzada usadas nas demais obras. Publicar não é endossar nem refutar: quem quer comparar precisa antes poder ler.

Volumes

  • 1 NéfiPor volta de 600 a.C., a família de Leí deixa Jerusalém às vésperas do exílio babilônico, obtém as placas de latão com o registro dos judeus e atravessa o deserto e o oceano até uma terra prometida. Contém a visão da árvore da vida e longas citações de Isaías22 cap.
  • 2 NéfiDepois da morte de Leí o grupo se parte entre nefitas e lamanitas. Néfi transcreve treze capítulos de Isaías e expõe a doutrina da queda, do livre-arbítrio e da expiação, incluindo a passagem mais citada da obra sobre a alegria como propósito da existência humana33 cap.
  • JacóO irmão mais novo de Néfi prega contra o orgulho e a poligamia, transcreve a alegoria da oliveira atribuída ao profeta Zenos, que é o capítulo mais longo da obra, e confronta o dissidente Sherém7 cap.
  • EnosLivro de capítulo único: o neto de Leí descreve uma oração que durou um dia e uma noite, o perdão que recebeu e sua súplica pela preservação do registro em favor dos lamanitas1 cap.
  • JaromLivro de capítulo único e o mais curto da obra: duas gerações resumidas em quinze versos, com a nota de que o autor escreve pouco por já haver muito escrito1 cap.
  • ÔmniLivro de capítulo único escrito por cinco guardiões sucessivos do registro. Narra a descoberta do povo de Zaraenla, sobrevivente de outra migração vinda de Jerusalém, e a entrega das placas ao rei Benjamim1 cap.
  • Palavras de MórmonInterpolação breve do compilador Mórmon, escrita cerca de quatro séculos depois dos livros que a cercam, explicando por que anexou as placas menores de Néfi ao seu resumo1 cap.
  • MosiasO discurso do rei Benjamim sobre o homem natural, o julgamento do profeta Abinadi diante do rei Noé, onde se cita Isaías 53 por inteiro, a conversão de Alma e a substituição da monarquia por um sistema de juízes29 cap.
  • AlmaO livro mais longo da obra. Reúne as missões de Alma e dos filhos de Mosias entre os lamanitas, o discurso sobre a fé como semente, o relato quiástico da conversão de Alma e as guerras nefitas sob o capitão Morôni63 cap.
  • HelamãA deterioração da sociedade nefita sob as combinações secretas de Gadiânton e a pregação de Samuel, o lamanita, que anuncia do alto de um muro os sinais que marcarão o nascimento e a morte de Cristo16 cap.
  • 3 NéfiO centro da obra: os sinais anunciados se cumprem, uma catástrofe destrói cidades inteiras e Jesus Cristo aparece aos sobreviventes no continente americano. Contém uma recontagem do Sermão da Montanha e citações de Isaías 54 e Malaquias 3 e 430 cap.
  • 4 NéfiLivro de capítulo único que comprime quase três séculos: duas gerações de paz e bens em comum após a visita de Cristo, seguidas da lenta recaída em divisões e violência1 cap.
  • MórmonO compilador da obra narra em primeira pessoa as guerras finais e a destruição do povo nefita na colina Cumora, e dirige um apelo aos leitores futuros do registro que estava resumindo9 cap.
  • ÉterResumo de um registro anterior e independente: a migração dos jareditas na época da torre de Babel, a travessia do oceano em barcaças fechadas, a visão do irmão de Jarede e a extinção mútua do povo em guerra civil15 cap.
  • MorôniO último escritor registra as ordenanças e orações da igreja nefita, transcreve cartas e sermões do pai sobre a caridade e o batismo de crianças, e fecha a obra com a promessa de que o leitor pode conhecer a verdade dela perguntando a Deus10 cap.