Evangelhos Apócrifos

Os evangelhos que não entraram no Novo Testamento: o que cada um diz, quando foram escritos e por que a Igreja os deixou de fora.

8 leituras

O que são os evangelhos apócrifos

Os evangelhos apócrifos são os relatos sobre Jesus que circularam no cristianismo antigo mas não entraram no Novo Testamento. Não formam um grupo uniforme: há coletâneas de ditos secretos (Tomé), diálogos gnósticos de revelação (Maria, Judas), antologias sacramentais (Filipe), paixões amplificadas (Pedro) e relatos do julgamento de Pilatos com a descida de Cristo ao Hades (Nicodemos). A maioria é datada do século 2 em diante, gerações depois das testemunhas, ao contrário dos quatro canônicos, situados entre cerca de 65 e 100 d.C.

Este tema reúne os evangelhos não canônicos hospedados no site e deixa lê-los na íntegra, em português, comparando-os lado a lado com os evangelhos da Bíblia. Mostra o que cada um afirma, quando foi escrito, qual o seu perfil teológico (boa parte é gnóstica) e como ficou de fora do cânon pelos critérios de apostolicidade, antiguidade e uso eclesial. Onde o texto apócrifo contradiz o canônico (o Judas herói, o Jesus que não sofre na cruz, a Madalena mestra), o foco é o perfil do texto apócrifo, e não a harmonização dos quatro.

Em cada página, dois critérios em tensão organizam a leitura: o histórico, que pergunta quão antigo e independente é o texto, e o doutrinário, que pergunta o que ele ensina e por que a Igreja majoritária o recusou. A narrativa popular dos "evangelhos proibidos" é examinada de frente: distingue-se rejeição de censura, e o que de fato houve (a polêmica antignóstica, os códices de Nag Hammadi enterrados) do que é exagero conspiratório.