O Anticristo de Nietzsche: o Ataque e a Resposta Cristã

A maldição de Nietzsche contra o cristianismo, golpe por golpe, com a melhor resposta cristã a cada ponto.

10 leituras

O crítico mais duro da fé, levado a sério

O Anticristo (1888) é o ataque mais frontal já escrito contra o cristianismo, e veio de uma das mentes mais agudas da filosofia. Friedrich Nietzsche não acusa a fé de ser irracional: acusa seus valores mais nobres, a compaixão, a humildade, a igualdade diante de Deus, de serem uma vingança dos fracos contra a vida. É um ataque à bondade do cristianismo, não à sua lógica, e por isso atinge um ponto que poucos críticos alcançam.

Este tema é a porta de entrada para a obra, que o site hospeda inteira em português e no alemão original. Ele percorre os seis golpes centrais de Nietzsche: a moral do ressentimento, a transvaloração dos valores, a crítica à compaixão, a separação entre Jesus e Paulo, o cristianismo como niilismo e a morte de Deus. A cada um, duas vozes independentes debatem a mesma evidência, um crítico e um apologista, e as páginas finais fazem o acerto de contas honesto: o que a crítica acerta, o que ela erra e como ler o livro sem temê-lo.

A aposta do tema é a de Pedro: estar sempre pronto para responder a quem pede razão da esperança. Encarar Nietzsche no seu ponto mais forte não enfraquece a fé, depura a fé.