
Confissões de Agostinho, explicada
A primeira autobiografia do Ocidente, escrita como uma oração: a história de um coração inquieto que enfim encontra descanso.
11 leiturasUm livro que conversa com Deus
As Confissões de Santo Agostinho, escritas por volta do ano 397, são consideradas a primeira autobiografia da história do Ocidente. Mas não são um livro de memórias comum: do início ao fim, Agostinho não fala sobre Deus, fala com Deus. A obra inteira é uma oração, em que ele recorda a própria vida diante do Criador, confessando ao mesmo tempo os pecados e a fé.
A obra tem treze livros. Os nove primeiros contam a vida de Agostinho: a infância no norte da África romana, a juventude desregrada em Cartago, os anos perdidos numa seita, a longa busca pela verdade e, enfim, a conversão dramática num jardim em Milão. Os quatro últimos mudam de registro e tornam-se reflexão sobre a memória, o tempo, a eternidade e a criação do mundo no Gênesis.
Este tema percorre a obra em três etapas: primeiro o que ela é e quem foi Agostinho, depois a história da conversão passo a passo, e por fim as grandes ideias do pensador. A intenção é simples: que um leitor leigo entenda, sem pressa e sem jargão, por que um livro de mil e seiscentos anos ainda fala diretamente com o coração de quem o abre.
Antes de Começar
A História de uma Conversão
- O furto das peras nas Confissões de Agostinho: por que roubar por roubar?
- Cartago, o maniqueísmo e Cícero: a juventude de Agostinho
- Ambrósio de Milão e os livros dos platônicos: a virada de Agostinho
- A conversão de Agostinho no jardim: "toma e lê" (tolle lege)
- Mônica, a mãe de Agostinho: a visão de Óstia e a morte dela