O que é o Amor Platônico? A Escada do Amor no Banquete de Platão

O que é o amor platônico, de onde vem o termo e a escada do amor de Diotima no Banquete de Platão, em linguagem simples: o que sete homens disseram numa festa grega, e o que um cristão ganha e recusa ao ler Platão.

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O que é o amor platônico, do zero, para quem nunca leu filosofia

O amor platônico é, na origem, muito mais que o "amor sem desejo físico" do uso popular. O termo vem de Platão e do seu diálogo mais famoso sobre o amor, O Banquete: a ideia de um amor que começa atraído por um corpo belo e sobe, degrau por degrau, até a Beleza eterna em si. A cena do livro é uma festa: amigos atenienses jantam na casa do poeta Agatão e cada um faz um discurso em louvor ao Amor. São sete discursos, um mais ambicioso que o outro, até que Sócrates vira tudo do avesso e ensina, pela voz da sábia Diotima, a célebre escada do amor que sobe do amor de um corpo belo até o amor do Belo eterno.

Este tema explica o conceito a partir da fonte e sobe o diálogo como uma escada, um discurso por página, com linguagem simples e zero jargão sem explicação. Você não precisa saber nada de filosofia. Parte da pergunta mais simples ("o que é o amor?", "o que é o amor platônico?") e chega ao ponto mais alto do livro: a contemplação do Belo em si, a ideia que mais influenciou a história do pensamento sobre o desejo humano.

No fim, duas páginas tratam do que mais interessa a um leitor cristão: como a escada de Diotima virou, na teologia cristã, a subida da alma a Deus, o que a fé aproveita nessas intuições sobre o amor, e onde o amor de Platão ainda não é o amor cristão, com a honestidade de olhar também o pano de fundo da pederastia grega que o diálogo pressupõe.