Capítulos

Naum
Autoria e Data de Composição
O livro é atribuído ao profeta Naum, o elcosita(Naum 1:1). A localização de "Elcós" é incerta: tradições antigas apontam para sítios na Galileia, no Iraque e até na Judeia, sem consenso. Naum foi contemporâneo de Habacuque e Sofonias.
A data de composição é estimada entre 663 e 612 a.C. O limite inferior é o saque de Nô-Amom (Tebas) pelos assírios em 663 a.C., evento mencionado em Naum 3:8 como fato já ocorrido. O limite superior é a destruição de Nínive pelos babilônios e medos em 612 a.C., anunciada no livro como futura. Alguns estudiosos preferem uma data próxima a 612 a.C., sugerindo que o livro foi escrito pouco antes da queda da cidade. Não há consenso preciso.
Manuscritos
Fragmentos relevantes: Século I a.C.
Em 2021, pesquisadores anunciaram a descoberta de dois fragmentos na chamada "Caverna do Horror", no deserto de Judá, próxima ao Mar Morto. Os textos, escritos em grego, contêm passagens de Naum e Zacarias, com o nome divino grafado em escrita páleo-hebraica. Além disso, comentários (pesharim) de Naum foram encontrados em Qumran (4QpNah), refletindo interpretações do texto no período do Segundo Templo. O livro também está preservado no Texto Massorético e na Septuaginta (LXX).
Conteúdo do Livro
Oráculo contra Nínive

Queda de Nínive

Ai de Nínive

Contexto Histórico e Arqueológico
A Assíria, com capital em Nínive, foi uma das potências dominantes do Oriente Próximo entre os séculos IX e VII a.C. A destruição de Nínive em 612 a.C. por uma coalizão babilônica e meda é um evento historicamente confirmado e bem documentado na Crônica Babilônica. Escavações em Nínive (atual Mossul, Iraque) revelaram extensas ruínas e inscrições do período assírio.
A menção ao saque de Nô-Amom em Naum 3:8 corresponde à invasão assíria do Egito registrada nas crônicas do rei Assurbanipal. Isso dá ao livro um ancoragem histórica verificável.