A Mulher na Bíblia

A Bíblia é machista? As passagens difíceis sobre a mulher e o debate honesto, dos textos de submissão às mulheres de autoridade e ao tratamento de Jesus.

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A Bíblia é machista?

Poucos temas geram tanto desconforto quanto o lugar da mulher na Bíblia. De um lado estão textos que mandam a mulher calar-se na igreja, submeter-se ao marido e que a avaliam em menos siclos que o homem; de outro, mulheres que julgam Israel, autenticam a Escritura, sustentam o ministério de Jesus e são as primeiras a anunciar a ressurreição. Este tema não escolhe um desses lados para esconder o outro: ele coloca as passagens difíceis e as passagens favoráveis na mesma mesa e apresenta, em cada caso, o leque honesto de interpretações.

O percurso vai da criação e da dignidade (a imagem de Deus, a "auxiliadora idônea", a maldição de Gênesis 3) às passagens mais espinhosas (o silêncio na igreja, a salvação "dando à luz filhos", a submissão ao marido, a poligamia regulada pela Lei, a avaliação de Levítico 27), passa pelas mulheres de autoridade (Débora, Hulda, Júnia, Febe, Priscila, as testemunhas da ressurreição) e pelo modo singular como Jesus tratou as mulheres, até desaguar no grande debate contemporâneo sobre a mulher no ministério ordenado.

O corpo de cada página é factual e não confessional: descreve o que o texto diz e como ele é lido por diferentes correntes, sem afirmar uma leitura devocional como se fosse fato. Quem toma partido é apenas o debate ao final de cada página, em que um Crítico Histórico e um Apologista Evidencial defendem suas teses. O objetivo é dar ao leitor o mapa completo, e não uma resposta pronta.