Contra Celso - Livro VI 6
Filosofia grega, Platão e o conhecimento de Deus
É assim que o apóstolo se exprime: "Rogamos-vos, irmãos, pela vinda de nosso Senhor Jesus Cristo, e pela nossa reunião com ele, que não vos abaleis depressa no entendimento, nem vos perturbeis, quer por palavra, quer por espírito, quer por carta como se fosse nossa, como se o dia do Senhor estivesse próximo. Ninguém de modo algum vos engane, porque aquele dia não virá sem que primeiro venha a apostasia e se manifeste o homem do pecado, o filho da perdição, que se opõe e se levanta acima de tudo o que se chama Deus ou é objeto de adoração, de modo que se assenta no templo de Deus, mostrando-se a si mesmo como sendo Deus. Não vos lembrais de que, estando ainda convosco, eu vos dizia estas coisas? E agora sabeis o que o detém, para que ele se manifeste a seu tempo. Pois o mistério da iniquidade já opera. Só que aquele que agora o detém o deterá, até que seja afastado do caminho. E então se manifestará aquele iníquo, a quem o Senhor consumirá com o sopro da sua boca e destruirá com o esplendor da sua vinda. A vinda desse iníquo é segundo a operação de Satanás, com todo poder, e sinais, e prodígios mentirosos, e com todo engano de injustiça para os que perecem, porque não receberam o amor da verdade para serem salvos. E por essa causa Deus lhes enviará forte ilusão, para que creiam na mentira, a fim de que sejam condenados todos os que não creram na verdade, mas tiveram prazer na injustiça." Explicar cada particular aqui referido não pertence ao nosso presente propósito. A profecia a respeito do Anticristo também é declarada no livro de Daniel, e é capaz de fazer um leitor inteligente e sincero admirar as palavras como verdadeiramente divinas e proféticas. Pois nelas são mencionadas as coisas relativas ao reino vindouro, começando pelos tempos de Daniel e prosseguindo até a destruição do mundo. E qualquer um que queira pode lê-la. Observe, no entanto, se a profecia a respeito do Anticristo não é a seguinte: "E no último tempo do reino deles, quando seus pecados chegarem ao auge, levantar-se-á um rei de aspecto atrevido e que entende enigmas. E seu poder será grande, e ele destruirá de modo espantoso, e prosperará, e agirá. E destruirá os poderosos e o povo santo. E o jugo da sua corrente prosperará. Há astúcia na sua mão, e ele se engrandecerá no seu coração, e por astúcia destruirá muitos. E se levantará para a destruição de muitos, e os esmagará como ovos na sua mão." O que é dito por Paulo nas palavras dele citadas, onde diz "de modo que se assenta no templo de Deus, mostrando-se a si mesmo como sendo Deus", é em Daniel referido da seguinte forma: "E sobre o templo estará a abominação das desolações, e no fim do tempo se porá um fim à desolação." De um número maior de passagens, julguei certo apresentar estas tantas, para que o ouvinte entenda em algum grau, ainda que pequeno, o sentido da Escritura sagrada quando ela nos dá informação a respeito do diabo e do Anticristo. E, satisfeitos com o que citamos para esse fim, olhemos para outra das acusações de Celso e respondamos a ela da melhor forma que pudermos.
Celso, depois do que foi dito, prossegue assim: posso explicar como aconteceu essa mesma coisa, a saber, que o chamassem "Filho de Deus". Os homens dos tempos antigos chamavam este mundo, por ter nascido de Deus, ao mesmo tempo de seu filho e de seu rebento. Ambos os "Filhos de Deus", então, muito se assemelhavam um ao outro. Ele é, portanto, de opinião que empregamos a expressão Filho de Deus tendo distorcido o que se diz do mundo, como tendo nascido de Deus, e sendo seu Filho, e um Deus. Pois ele foi incapaz de considerar os tempos de Moisés e dos profetas a ponto de ver que os profetas judeus predisseram em geral que havia um Filho de Deus muito antes dos gregos e daqueles homens dos tempos antigos de quem Celso fala. E mais, ele nem sequer citaria a passagem das cartas de Platão, à qual nos referimos nas páginas anteriores, a respeito daquele que tão belamente ordenou este mundo, como sendo o Filho de Deus. Para que ele também não fosse compelido por Platão, a quem com frequência menciona com respeito, a admitir que o arquiteto deste mundo é o Filho de Deus, e que seu Pai é o primeiro Deus e Soberano Senhor de todas as coisas. Nem é de modo algum admirável que sustentemos que a alma de Jesus se fez uma com tão grande Filho de Deus por meio da mais alta união com ele, não estando mais em estado de separação dele. Pois a linguagem sagrada da Escritura santa conhece também outras coisas que, embora duplas em sua própria natureza, são consideradas, e realmente são, uma em relação à outra. Diz-se do marido e da mulher: "Já não são dois, mas uma só carne." E do homem perfeito, e daquele que está unido ao verdadeiro Senhor, Verbo, e Sabedoria, e Verdade: "Aquele que se une ao Senhor é um só espírito." E se aquele que se une ao Senhor é um só espírito, quem se uniu ao Senhor, o próprio Verbo, e Sabedoria, e Verdade, e Justiça, numa união mais íntima, ou mesmo de uma maneira que sequer se aproxime dela, do que a alma de Jesus? E se assim é, então a alma de Jesus e Deus, o Verbo (o primogênito de toda criatura), já não são dois, (mas um).
Em seguida, quando os filósofos do Pórtico, que afirmam que a virtude de Deus e a do homem são a mesma, sustentam que o Deus que está acima de todas as coisas não é mais feliz do que o seu sábio, mas que a felicidade de ambos é igual, Celso não ridiculariza nem zomba dessa opinião deles. No entanto, se a Escritura santa diz que o homem perfeito está unido e feito um com o próprio Verbo por meio da virtude, de modo que inferimos que a alma de Jesus não está separada do primogênito de toda a criação, ele ri de Jesus ser chamado Filho de Deus, não notando o que se diz dele com sentido secreto e místico nas Escrituras santas. Mas, para que ganhemos para a aceitação de nossas ideias aqueles que estão dispostos a aceitar as inferências que decorrem de nossas doutrinas, e a se beneficiar delas, dizemos que as Escrituras santas declaram que o corpo de Cristo, animado pelo Filho de Deus, é toda a Igreja de Deus, e que os membros desse corpo (considerados como um todo) consistem nos que são crentes. Pois, assim como uma alma vivifica e move o corpo, que de si mesmo não tem o poder natural de movimento como um ser vivo, também o Verbo, despertando e movendo todo o corpo, a Igreja, à ação conveniente, desperta, além disso, cada membro individual pertencente à Igreja, de modo que nada façam à parte do Verbo. Já que tudo isso, então, se segue por um encadeamento de raciocínio que não se deve menosprezar, onde está a dificuldade em sustentar que, assim como a alma de Jesus está unida de maneira perfeita e inconcebível ao próprio Verbo, também a pessoa de Jesus, em termos gerais, não está separada do unigênito e primogênito de toda a criação, e não é um ser diferente dele? Mas basta aqui sobre esse assunto.
Notemos agora o que se segue, onde, exprimindo em uma única palavra sua opinião a respeito da cosmogonia mosaica, sem oferecer, contudo, um único argumento em apoio dela, ele a critica, dizendo: além disso, a cosmogonia deles é extremamente tola. Ora, se ele tivesse apresentado algumas provas críveis de seu caráter tolo, teríamos procurado respondê-las. Mas não me parece razoável que se exija de mim demonstrar, em resposta à sua mera afirmação, que ela não é tola. Se alguém, no entanto, deseja ver as razões que nos levaram a aceitar o relato mosaico, e os argumentos com que ele pode ser defendido, pode ler o que escrevemos sobre o Gênesis, do início do livro até a passagem "E este é o livro da geração dos homens", onde tentamos mostrar, a partir das próprias Escrituras santas, o que era o céu que foi criado no princípio. E o que era a terra, e a parte invisível da terra, e aquilo que era sem forma. E o que era o abismo, e as trevas que estavam sobre ele. E o que era a água, e o Espírito de Deus que se movia sobre ela. E o que era a luz que foi criada, e o que era o firmamento, distinto do céu que foi criado no princípio. E assim por diante, com os demais assuntos que se seguem. Celso também expressou a opinião de que a narrativa da criação do homem é excessivamente tola, sem apresentar prova alguma, nem procurar responder aos nossos argumentos. Pois ele não tinha evidência alguma, a meu juízo, capaz de derrubar a afirmação de que o homem foi feito à imagem de Deus. Ele nem sequer entende o sentido do Paraíso que foi plantado por Deus, e da vida que o homem primeiro levou nele, e daquilo que resultou por acaso, quando o homem foi lançado fora por causa do seu pecado, e foi colocado diante do Paraíso de delícias. Ora, como ele afirma que essas são afirmações tolas, que volte a atenção não apenas para cada uma delas (em geral), mas para esta em particular: "Colocou os querubins e a espada flamejante, que girava em todas as direções, para guardar o caminho da árvore da vida." E que diga se Moisés escreveu essas palavras sem nenhum objetivo sério em vista, mas no espírito dos escritores da antiga Comédia, que por brincadeira relataram que Preto matou Belerofonte, e que Pégaso veio da Arcádia. Ora, o objetivo deles era provocar riso ao compor tais histórias, ao passo que é incrível que aquele que deixou atrás de si leis para uma nação inteira, a respeito das quais quis persuadir seus súditos de que tinham sido dadas por Deus, tivesse escrito palavras tão pouco pertinentes, e tivesse dito sem nenhum sentido: "Colocou os querubins e a espada flamejante, que girava em todas as direções, para guardar o caminho da árvore da vida", ou tivesse feito qualquer outra afirmação a respeito da criação do homem, que é objeto de investigação filosófica pelos sábios hebreus.
Em seguida, Celso, depois de amontoar, simplesmente como meras afirmações, as opiniões divergentes de alguns dos antigos a respeito do mundo e da origem do homem, alega que Moisés e os profetas, que nos deixaram os nossos livros, sem saber absolutamente nada sobre qual é a natureza do mundo e do homem, teceram uma trama de pura insensatez. Se ele tivesse mostrado, então, como lhe parecia que as Escrituras santas continham pura insensatez, teríamos tentado demolir os argumentos que lhe pareciam estabelecer seu caráter insensato. Mas, na presente ocasião, seguindo seu próprio exemplo, também por brincadeira damos como nossa opinião que Celso, nada sabendo sobre a natureza do sentido e da linguagem dos profetas, compôs uma obra que continha pura insensatez, e com jactância lhe deu o título de discurso verdadeiro. E já que ele faz das afirmações sobre os dias da criação motivo de acusação (como se as entendesse de modo claro e correto), algumas das quais decorreram antes da criação da luz, e do céu, e do sol, e da lua, e das estrelas, e algumas delas depois da criação destes, faremos apenas esta observação: Moisés teria, então, esquecido que dissera um pouco antes que em seis dias a criação do mundo havia sido concluída, e que, em consequência desse ato de esquecimento, ele acrescenta a essas palavras o seguinte: "Este é o livro da criação do homem, no dia em que Deus fez o céu e a terra!" Mas não é nem um pouco crível que, depois do que dissera a respeito dos seis dias, Moisés acrescentasse de imediato, sem um sentido especial, as palavras "no dia em que Deus fez os céus e a terra". E se alguém pensa que essas palavras podem ser referidas à afirmação "No princípio Deus fez o céu e a terra", que observe que, antes das palavras "Haja luz, e houve luz", e destas, "Deus chamou à luz dia", foi declarado que no princípio Deus fez o céu e a terra.
Na presente ocasião, no entanto, não é nosso objetivo entrar numa explicação do assunto dos seres inteligíveis e sensíveis, nem da maneira pela qual os diferentes tipos de dias foram distribuídos a ambos os gêneros, nem investigar os detalhes que pertencem ao tema, pois precisaríamos de tratados inteiros para a exposição da cosmogonia mosaica. E essa obra já a havíamos realizado, na medida de nossa capacidade, um tempo considerável antes do começo desta resposta a Celso, quando discutimos, com a medida de capacidade que então tínhamos, a questão da cosmogonia mosaica dos seis dias. Devemos ter em mente, no entanto, que o Verbo promete aos justos, pela boca de Isaías, que virão dias em que não o sol, mas o próprio Senhor será para eles uma luz eterna, e Deus será a sua glória. E é por mau entendimento, penso eu, de alguma pestilenta heresia que deu uma interpretação errônea às palavras "Haja luz", como se fossem a expressão de um mero desejo da parte do Criador, que Celso fez a observação: o Criador não tomou emprestada a luz do alto, como aquelas pessoas que acendem suas lâmpadas nas dos vizinhos. Tendo entendido mal, além disso, outra heresia ímpia, ele disse: se, de fato, existisse um deus maldito oposto ao grande Deus, que fez isso contra a aprovação dele, por que lhe emprestou a luz? Tão longe estamos de oferecer uma defesa de tais puerilidades, que desejamos, ao contrário, acusar de modo nítido as afirmações desses hereges como errôneas, e nos comprometemos a refutar, não aquelas opiniões deles que desconhecemos, como faz Celso, mas aquelas das quais alcançamos um conhecimento exato, derivado em parte das afirmações de seus próprios adeptos, e em parte de uma leitura cuidadosa de seus escritos.
Celso prossegue assim: a respeito da origem do mundo e de sua destruição, se ela deve ser considerada como incriada e indestrutível, ou como criada de fato, mas não destrutível, ou o contrário, no momento nada digo. Por essa razão, nós também nada dizemos sobre esses pontos, pois a obra em curso não o exige. Nem alegamos que o Espírito do Deus universal se misturou às coisas aqui de baixo como a coisas alheias a si, como poderia parecer pela expressão "O Espírito de Deus se movia sobre a água". Nem afirmamos que certas tramas malignas dirigidas contra o seu Espírito, como que por um criador diferente do grande Deus, e que foram toleradas pela Divindade Suprema, precisassem ser completamente frustradas. E, assim, nada mais tenho a dizer aos que proferem tais absurdos, nem a Celso, que não os refuta com habilidade. Pois ele deveria, ou não ter mencionado tais assuntos de modo algum, ou então, de acordo com esse caráter de filantropia que ele assume, tê-los exposto com cuidado, e depois tentado rebater essas afirmações ímpias. Nem nunca ouvimos que o grande Deus, depois de dar o seu espírito ao criador, o exija de volta. Passando em seguida a atacar de modo tolo essas afirmações ímpias, ele pergunta: que deus dá algo com a intenção de exigi-lo de volta? Pois é próprio de uma pessoa carente exigir de volta (o que deu), ao passo que Deus não tem necessidade de nada. A isso ele acrescenta, como se dissesse algo inteligente contra certos grupos: ora, quando ele emprestou (o seu espírito), ignorava que o estava emprestando a um ser maligno? Ele pergunta, ainda: por que ele passa sem notar um criador maligno que trabalhava contra os seus propósitos?
Em seguida, misturando diversas heresias, e não notando que algumas afirmações são as declarações de uma seita herética, e outras de uma diferente, ele apresenta as objeções que levantamos contra Márcion. E, provavelmente, tendo as ouvido de alguns indivíduos reles e ignorantes, ele ataca os próprios argumentos que as combatem, mas não de uma maneira que mostre muita inteligência. Citando, então, nossos argumentos contra Márcion, e não notando que é contra Márcion que está falando, ele pergunta: por que ele envia em segredo e destrói as obras que ele mesmo criou? Por que emprega secretamente força, e persuasão, e engano? Por que ele seduz aqueles que, como vocês afirmam, foram condenados ou acusados por ele, e os leva embora como um traficante de escravos? Por que os ensina a fugir furtivamente do seu Senhor? Por que a fugir do seu pai? Por que ele os reivindica para si contra a vontade do pai? Por que se declara o pai de filhos estranhos? A essas perguntas ele acrescenta a seguinte observação, como que para exprimir sua surpresa: venerável, de fato, é o deus que deseja ser o pai daqueles pecadores que são condenados por outro (deus), e dos carentes, e, como eles mesmos dizem, da própria escória (dos homens), e que é incapaz de capturar e punir o seu mensageiro, que escapou dele! Depois disso, como se se dirigisse a nós, que reconhecemos que este mundo não é obra de um deus diferente e estranho, ele continua no seguinte tom: se estas são as obras dele, como é que Deus criou o mal? E como é que ele não consegue persuadir e admoestar (os homens)? E como é que ele se arrepende por causa da ingratidão e da maldade dos homens? Ele censura, além disso, a sua própria obra, e odeia, e ameaça, e destrói a sua própria descendência. Para onde pode ele transportá-los para fora deste mundo que ele mesmo fez? Ora, não me parece que com essas observações ele deixe claro o que é o mal. E embora tenha havido entre os gregos muitas seitas que divergem quanto à natureza do bem e do mal, ele conclui apressadamente, como se fosse uma consequência de sustentarmos que este mundo também é obra do Deus universal, que, em nosso juízo, Deus é o autor do mal. Mas seja como for a respeito do mal, quer criado por Deus, quer não, ele ainda assim se segue apenas como resultado, quando se compara com o desígnio principal. E fico muito surpreso se a inferência a respeito da autoria do mal por Deus, que ele pensa decorrer de sustentarmos que este mundo também é obra do Deus universal, não decorre também das próprias afirmações dele. Pois poder-se-ia dizer a Celso: se estas são as obras dele, como é que Deus criou o mal? E como é que ele não consegue persuadir e admoestar os homens? É, de fato, o maior erro de raciocínio acusar os que são de opinião diferente de sustentarem doutrinas falhas, quando o próprio acusador está muito mais sujeito à mesma acusação a respeito das suas.
Vejamos, então, brevemente o que a Escritura santa tem a dizer a respeito do bem e do mal, e que resposta devemos dar às perguntas: como é que Deus criou o mal? e como é que ele é incapaz de persuadir e admoestar os homens? Ora, segundo a Escritura santa, propriamente falando, as virtudes e as ações virtuosas são o bem, assim como, propriamente falando, o inverso delas é o mal. Ficaremos satisfeitos em citar na presente ocasião alguns versículos do Salmo trinta e quatro, do seguinte teor: "Os que buscam o Senhor de nada bom terão falta. Vinde, filhos, ouvi-me; eu vos ensinarei o temor do Senhor. Quem é o homem que deseja a vida e ama muitos dias, para que veja o bem? Guarda a tua língua do mal, e os teus lábios de falar engano. Aparta-te do mal e faze o bem." Ora, as ordens de apartar-se do mal e fazer o bem não se referem nem a males corporais nem a bens corporais, como alguns os chamam, nem a coisas externas de modo algum, mas a bens e males de tipo espiritual. Pois aquele que se aparta de tais males e realiza tais ações virtuosas, como quem deseja a verdadeira vida, chegará a desfrutá-la. E, como quem ama ver dias bons, nos quais a palavra da justiça será o Sol, ele os verá, tirando-o Deus deste presente mundo mau, e daqueles dias maus a respeito dos quais Paulo disse: "Remindo o tempo, porque os dias são maus."