Confissões - Livro XIII 6
Livro XIII: a leitura alegórica dos dias da criação e o repouso do sétimo dia
Mas qual fora a causa, ó luz veraz, a Vós aproximo o meu coração, para que não me ensine vaidades; dissipai as suas trevas e dizei-me, eu Vos suplico pela mãe caridade, eu Vos suplico, dizei-me: qual fora a causa de que, depois de nomeados o céu e a terra invisível e desordenada e as trevas sobre o abismo, só então a vossa Escritura nomeasse o vosso Espírito? Acaso porque convinha que assim ele fosse insinuado, de modo que se dissesse que pairava por cima? E isto não se poderia dizer se antes não se mencionasse aquilo sobre o qual se pudesse entender que o vosso Espírito pairava. Pois nem sobre o Pai nem sobre o Filho ele pairava, nem com razão se diria que pairava, se sobre nenhuma coisa pairasse. Primeiro, portanto, devia dizer-se sobre o que ele pairava, e depois aquele que não convinha mencionar de outro modo senão dizendo que pairava por cima. Por que então não convinha que ele fosse insinuado de outra forma, a não ser dizendo que pairava por cima?