A Guerra dos Judeus - Livro II 21
Livro II: dos procuradores ao início da revolta
Sobre João de Giscala. Josefo usa estratagemas contra as tramas que João armou contra ele, e recupera algumas cidades que se tinham revoltado contra ele.
Enquanto Josefo se ocupava assim da administração dos assuntos da Galileia, surgiu um homem traiçoeiro, natural de Giscala, filho de Levi, cujo nome era João. Seu caráter era o de uma pessoa muito astuta e muito desonesta, acima do nível comum dos outros homens de destaque dali, e em práticas perversas não tinha igual em parte alguma. No começo era pobre, e por muito tempo essa carência atrapalhou seus planos malignos. Era um mentiroso habilidoso e, ainda assim, muito eficaz em dar credibilidade às suas invenções. Considerava virtude enganar as pessoas e enganava até os que lhe eram mais queridos. Fingia ter compaixão humana, mas, onde esperava lucro, não poupava o derramamento de sangue. Seus desejos sempre se voltavam para grandes coisas, e ele alimentava suas esperanças com os mesmos truques vis e mesquinhos dos quais era autor. Tinha um talento especial para o roubo. Com o tempo conseguiu certos companheiros para suas práticas descaradas. No início eram poucos, mas, à medida que avançava em seu mau caminho, tornavam-se cada vez mais numerosos. Ele cuidava para que nenhum de seus parceiros fosse facilmente apanhado em suas trapaças, e escolhia entre os demais aqueles de constituição física mais forte, maior coragem de espírito e grande habilidade em assuntos militares. Assim reuniu um bando de quatrocentos homens, vindos principalmente da região de Tiro, vagabundos que tinham fugido de suas aldeias. Por meio deles devastou toda a Galileia e irritou um número considerável de pessoas que já estavam na grande expectativa de uma guerra prestes a estourar entre elas.
No entanto, a falta de dinheiro tinha até então refreado João em sua ambição por comando e em suas tentativas de se promover. Mas, quando viu que Josefo estava muito satisfeito com o vigor de seu temperamento, ele o convenceu, em primeiro lugar, a lhe confiar a reconstrução das muralhas de sua cidade natal (Giscala), trabalho com o qual obteve muito dinheiro dos cidadãos ricos. Depois disso, ele tramou um golpe muito esperto. Alegando que os judeus que viviam na Síria eram obrigados a usar azeite produzido por gente de outras nações, e não da sua própria, pediu permissão a Josefo para enviar azeite às fronteiras deles. Comprou então quatro ânforas por uma quantia de moeda tíria equivalente a quatro dracmas áticas, e vendeu cada meia ânfora pelo mesmo preço. Como a Galileia era muito fértil em azeite, e particularmente naquele momento, ao despachar grandes quantidades e por ter o privilégio exclusivo de fazê-lo, ele acumulou uma soma imensa de dinheiro. Esse dinheiro ele usou imediatamente contra o próprio homem que lhe concedera tal privilégio. Supondo que, se conseguisse derrubar Josefo de uma vez, ele mesmo obteria o governo da Galileia, deu ordens aos bandidos sob seu comando para serem mais zelosos em suas expedições de roubo. Assim, pela ascensão de muitos que desejavam revoltas na região, ele poderia ou apanhar o general em suas armadilhas quando este viesse socorrer a área, e então matá-lo, ou, se Josefo deixasse os bandidos passarem, poderia acusá-lo de negligência diante do povo da região. Ele também espalhou por toda parte o boato de que Josefo estava entregando a administração dos assuntos aos romanos. Muitas tramas como essa ele armou para arruiná-lo.
Ao mesmo tempo, alguns jovens da aldeia de Dabarita, que montavam guarda na grande planície, armaram uma cilada para Ptolomeu, administrador de Agripa e de Berenice, e tomaram dele tudo o que trazia consigo. Entre essas coisas havia muitas roupas caras, não poucas taças de prata e seiscentas moedas de ouro. Mas eles não conseguiram esconder o que tinham roubado, e levaram tudo a Josefo, em Taricheia. Josefo então os repreendeu pela violência que tinham cometido contra o rei e a rainha, e depositou o que lhe trouxeram com Eneias, o homem mais poderoso de Taricheia, com a intenção de devolver os bens aos donos no momento oportuno. Esse ato de Josefo o colocou no maior perigo. Os que tinham roubado os bens ficaram indignados com ele, tanto porque não obtiveram nenhuma parte para si quanto porque perceberam de antemão qual era a intenção de Josefo: a de devolver de bom grado ao rei e à rainha aquilo que lhes tinha custado tanto esforço. Esses homens fugiram durante a noite para suas respectivas aldeias e declararam a todos que Josefo ia traí-los. Provocaram grandes distúrbios em todas as cidades vizinhas, de modo que, pela manhã, cem mil homens armados acorreram juntos. Essa multidão se aglomerou no hipódromo de Taricheia e fez um clamor furioso contra ele. Alguns gritavam que deviam depor o traidor, e outros, que deviam queimá-lo. João irritava muitos, assim como um certo Jesus, filho de Safias, então governador de Tiberíades. Foi então que os amigos de Josefo e os guardas de seu corpo ficaram tão assustados com esse ataque violento da multidão que todos fugiram, exceto quatro. Como ele estava dormindo, despertaram-no, pois o povo ia atear fogo à casa. E, embora os quatro que ficaram com ele o aconselhassem a fugir, Josefo não se assustou nem por estar sozinho nem pela grande multidão que vinha contra ele, mas saltou na direção deles com as roupas rasgadas, cinzas espalhadas sobre a cabeça, as mãos atrás das costas e a espada pendurada no pescoço. Diante dessa cena, seus amigos, especialmente os de Taricheia, compadeceram-se de sua situação. Mas os que vinham do campo, e os da vizinhança, para quem seu governo parecia opressivo, censuravam-no e mandavam que produzisse imediatamente o dinheiro que pertencia a todos eles e que confessasse o acordo que tinha feito para traí-los. Pois imaginavam, pela aparência em que ele se apresentava, que não negaria nada do que suspeitavam a seu respeito, e que era para obter perdão que ele se colocara inteiramente em postura tão lamentável. Mas essa aparência humilde era apenas preparação para um estratagema seu, com o qual ele tramava pôr os que estavam tão furiosos a brigar uns com os outros a respeito daquilo que os irritava. Mesmo assim, ele prometeu que confessaria tudo. Foi então autorizado a falar e disse: "Eu não pretendia devolver este dinheiro a Agripa, nem ficar com ele para mim. Pois nunca considerei amigo quem é inimigo de vocês, nem nunca encarei como vantagem minha aquilo que prejudicaria vocês. Mas, ó povo de Taricheia, eu via que sua cidade precisava mais do que as outras de fortificações para sua segurança, e que faltava dinheiro para construir uma muralha. Eu também temia que o povo de Tiberíades e de outras cidades tramasse apoderar-se desses despojos. Por isso pretendia reter este dinheiro em segredo, para cercar vocês com uma muralha. Mas, se isso não os agrada, eu produzirei o que me foi trazido e o deixarei para que vocês o pilhem. E, se me conduzi tão bem a ponto de agradar a vocês, então punam, se quiserem, o seu benfeitor."
Diante disso, o povo de Taricheia o elogiou em voz alta. Mas os de Tiberíades, com o resto do grupo, dirigiram-lhe insultos e ameaçaram o que fariam com ele. Assim, os dois lados deixaram de brigar com Josefo e passaram a brigar entre si. Então ele ganhou ousadia, confiando em seus amigos, que eram o povo de Taricheia, cerca de quarenta mil homens, e falou com mais liberdade a toda a multidão. Censurou-os duramente por sua imprudência e disse que, com aquele dinheiro, construiria muralhas em torno de Taricheia e poria também as outras cidades em estado de segurança, pois não lhes faltaria dinheiro, contanto que concordassem sobre em benefício de quem ele seria empregado e não se deixassem irritar contra quem o conseguia para eles.
Diante disso, o resto da multidão que tinha sido enganada se retirou, mas foi embora irritada. Dois mil deles o atacaram com suas armas. Como ele já tinha ido para sua própria casa, eles ficaram do lado de fora e o ameaçavam. Nessa ocasião, Josefo usou de novo um segundo estratagema para escapar deles. Subiu ao topo de sua casa e, com a mão direita, pediu que se calassem, e disse: "Não consigo entender o que vocês querem, nem ouvir o que dizem, por causa da gritaria confusa que fazem." Mas afirmou que atenderia a todas as exigências deles, contanto que enviassem alguns de seus integrantes para conversar com ele sobre o assunto. Quando os principais deles, com seus líderes, ouviram isso, entraram na casa. Ele então os levou para a parte mais reservada da casa, fechou a porta do salão onde os pôs e mandou açoitá-los até que cada um deles ficasse com as entranhas à mostra. Enquanto isso, a multidão permanecia em volta da casa, supondo que ele tinha uma longa conversa com os que tinham entrado, sobre o que lhe exigiam. Josefo então mandou abrir as portas imediatamente e mandou os homens para fora todos ensanguentados. Isso aterrorizou de tal modo os que antes o tinham ameaçado que eles jogaram fora as armas e fugiram.
Quanto a João, sua inveja cresceu ainda mais (com essa fuga de Josefo), e ele tramou um novo plano contra ele. Fingiu estar doente e, por carta, pediu que Josefo lhe desse permissão para usar os banhos termais que havia em Tiberíades, a fim de recuperar a saúde. Josefo, que até então não suspeitava nada das tramas de João contra si, escreveu aos governantes da cidade pedindo que providenciassem hospedagem e o necessário para João. Tendo se valido desses favores, em dois dias João fez aquilo a que tinha vindo. A alguns ele corrompeu com fraudes enganosas, e a outros com dinheiro, e assim os convenceu a se revoltar contra Josefo. Esse tal Silas, que tinha sido nomeado por Josefo guardião da cidade, escreveu-lhe de imediato e o informou da trama contra ele. Ao receber a carta, Josefo marchou com grande diligência a noite toda e chegou de manhã cedo a Tiberíades. Nesse momento, o resto da multidão saiu ao seu encontro. Mas João, que suspeitava que a chegada dele não era vantajosa para si, enviou mesmo assim um de seus amigos, e fingiu estar doente, dizendo que, confinado à cama, não podia ir prestar-lhe respeitos. Mas, assim que Josefo reuniu o povo de Tiberíades no estádio e tentou conversar com eles sobre as cartas que tinha recebido, João secretamente enviou alguns homens armados e lhes deu ordem de matá-lo. Quando o povo viu que os homens armados iam sacar as espadas, gritou. Com esse grito, Josefo se virou e, ao ver que as espadas estavam quase em sua garganta, correu apressado para a beira do mar e abandonou o discurso que ia fazer ao povo, de cima de uma elevação de seis côvados de altura. Ele então se apoderou de um barco que estava no porto e saltou para dentro dele, com dois de seus guardas, e fugiu para o meio do lago.
Mas os soldados que estavam com ele pegaram em armas imediatamente e marcharam contra os conspiradores. Mas Josefo temeu que uma guerra civil fosse provocada pela inveja de poucos homens e levasse a cidade à ruína. Por isso enviou alguns de seus partidários para lhes dizer que não fizessem nada além de prover a própria segurança, que não matassem ninguém nem acusassem alguém pela ocasião de desordem que tinham provocado. Esses homens obedeceram às suas ordens e ficaram quietos. Mas o povo da região vizinha, ao ser informado dessa trama e de quem a tramara, reuniu-se em grandes multidões para se opor a João. Mas ele antecipou-se à tentativa deles e fugiu para Giscala, sua cidade natal, enquanto os galileus acorriam de suas várias cidades a Josefo. Como agora já eram muitas dezenas de milhares de homens armados, gritavam que tinham vindo contra João, o conspirador comum contra os interesses deles, e que ao mesmo tempo o queimariam, junto com a cidade que o tinha acolhido. Diante disso, Josefo lhes disse que recebia de bom grado a boa vontade deles, mas mesmo assim conteve seu furor, e tencionava subjugar seus inimigos pela conduta prudente, e não matando-os. Então excetuou, nominalmente, os de cada cidade que tinham aderido a essa revolta com João, prontamente apontados a ele pelos que vinham de cada cidade, e mandou fazer uma proclamação pública: confiscaria os bens dos que não abandonassem João dentro de cinco dias, e queimaria com fogo tanto as casas quanto as famílias deles. Diante disso, três mil dos partidários de João o deixaram imediatamente, vieram a Josefo e jogaram as armas a seus pés. João então, junto com seus dois mil foragidos sírios, passou dos ataques abertos para vias mais secretas de traição. Enviou em segredo mensageiros a Jerusalém para acusar Josefo de ter poder excessivo, e para avisar que ele logo viria, como um tirano, à metrópole deles, a menos que o impedissem. O povo já estava a par dessa acusação de antemão, mas não lhe deu importância. No entanto, alguns dos grandes, por inveja, e alguns dos governantes também, enviaram dinheiro a João em segredo, para que ele pudesse reunir soldados mercenários a fim de combater Josefo. Eles também aprovaram por conta própria um decreto, e este para destituí-lo de seu governo. Mesmo assim, não consideraram esse decreto suficiente, e por isso enviaram junto dois mil e quinhentos homens armados e quatro pessoas do mais alto escalão entre eles: Joazar, filho de Nômico, e Ananias, filho de Sadoque, além de Simão e Judas, filhos de Jônatas, todos muito hábeis em falar, para que essas pessoas afastassem de Josefo a boa vontade do povo. Tinham a incumbência de que, se ele saísse voluntariamente, deveriam permitir que viesse prestar contas de sua conduta, mas, se insistisse obstinadamente em continuar em seu governo, deveriam tratá-lo como inimigo. Ora, os amigos de Josefo lhe tinham mandado avisar que um exército vinha contra ele, mas não lhe deram nenhum aviso prévio sobre o motivo da vinda, pois isso só era conhecido em alguns conselhos secretos de seus inimigos. Por esse meio foi que quatro cidades se revoltaram contra ele imediatamente: Séforis, Gamala, Giscala e Tiberíades. Mesmo assim, ele recuperou essas cidades sem guerra. Depois de derrotar aqueles quatro comandantes por estratagemas e capturar os mais poderosos de seus guerreiros, enviou-os a Jerusalém. O povo da Galileia teve grande indignação contra eles e estava com uma disposição ardente de matar não só essas forças, mas também os que as tinham enviado, se elas não tivessem se antecipado fugindo.
João ficou depois disso retido dentro das muralhas de Giscala, pelo medo que tinha de Josefo. Mas, em poucos dias, Tiberíades se revoltou de novo, com o povo de dentro convidando o rei Agripa (a voltar a exercer ali sua autoridade). Como ele não veio no prazo marcado, e como naquele dia apareceram alguns cavaleiros romanos, eles expulsaram Josefo da cidade. Essa revolta deles logo foi conhecida em Taricheia. Como Josefo tinha mandado embora todos os soldados que estavam com ele para colher trigo, ele não sabia como marchar sozinho contra os rebeldes, nem como ficar onde estava, porque temia que os soldados do rei o impedissem se ele demorasse, e entrassem na cidade. Pois ele não pretendia fazer nada no dia seguinte, por ser o sábado, o que atrapalharia sua ação. Então tramou cercar os rebeldes com um estratagema. Em primeiro lugar, ordenou que os portões de Taricheia fossem fechados, para que ninguém saísse e informasse aqueles de Tiberíades, a quem o plano se destinava, sobre o estratagema que ele preparava. Em seguida reuniu todos os barcos que estavam no lago, que se verificou serem duzentos e trinta, e em cada um pôs não mais que quatro marinheiros. Navegou então depressa rumo a Tiberíades e manteve-se a tal distância da cidade que não era fácil para o povo enxergar as embarcações. Ordenou que os barcos vazios ficassem flutuando para cá e para lá por ali, enquanto ele mesmo, que tinha apenas sete de seus guardas consigo, e esses também desarmados, aproximou-se o bastante para ser visto. Mas, quando seus adversários, que ainda o censuravam, o viram do alto das muralhas, ficaram tão espantados que supuseram que todos os barcos estavam cheios de homens armados. Jogaram fora as armas e, com sinais de súplica, imploraram que ele poupasse a cidade.
Diante disso, Josefo os ameaçou terrivelmente e os censurou: tendo sido os primeiros a pegar em armas contra os romanos, eles gastavam suas forças de antemão em discórdias civis e faziam o que seus inimigos mais desejavam. Além disso, eles tinham tentado, com tanta pressa, apoderar-se dele, que zelava pela segurança deles, e não se tinham envergonhado de fechar os portões da cidade contra aquele que construíra suas muralhas. Mesmo assim, ele admitiria quaisquer intermediários da parte deles, que pudessem apresentar alguma desculpa por eles, e com quem ele faria acordos voltados para a segurança da cidade. Diante disso, dez dos homens mais poderosos de Tiberíades desceram logo até ele. Quando os tinha tomado para dentro de uma de suas embarcações, ele ordenou que fossem levados para bem longe da cidade. Então mandou que outros cinquenta do senado deles, dentre os homens de maior destaque, viessem até ele, para que também dessem alguma garantia em nome do restante. Depois disso, sob um novo pretexto ou outro, ele chamou outros, um após outro, para fazer os acordos entre eles. Em seguida deu ordem aos comandantes das embarcações que ele tinha enchido assim de gente para que navegassem imediatamente rumo a Taricheia e confinassem aqueles homens na prisão de lá, até que por fim ele tomou todo o senado deles, composto de seiscentas pessoas, e cerca de dois mil do povo comum, e os levou para Taricheia.
Quando o restante do povo gritou que era um certo Clito o principal autor dessa revolta, e pediu que Josefo descarregasse sua ira apenas sobre ele, Josefo, cuja intenção era não matar ninguém, ordenou a um certo Lévio, de sua guarda, que saísse da embarcação para cortar as duas mãos de Clito. Mas Lévio teve medo de sair sozinho diante de um corpo tão grande de inimigos, e recusou-se a ir. Então Clito viu que Josefo estava muito enfurecido no barco, e pronto para saltar dele a fim de executar ele mesmo o castigo. Por isso suplicou, da margem, que ele lhe deixasse uma das mãos. Josefo concordou, com a condição de que ele mesmo cortasse a outra mão. Assim, Clito sacou a espada e, com a mão direita, cortou a esquerda, tão grande era o medo que tinha do próprio Josefo. Foi assim que ele fez prisioneiro o povo de Tiberíades e recuperou a cidade de novo, com barcos vazios e sete de sua guarda. Além disso, poucos dias depois ele retomou Giscala, que tinha se revoltado junto com o povo de Séforis, e deu a seus soldados permissão para saqueá-la. Mas reuniu todo o saque e o devolveu aos habitantes. O mesmo fez com os habitantes de Séforis e de Tiberíades. Pois, quando subjugava essas cidades, queria, permitindo que fossem saqueadas, dar-lhes alguma boa lição, ao mesmo tempo em que recuperava a boa vontade delas devolvendo-lhes o dinheiro.