Cartas - Livro VII 16

Cartas sobre presságios, doença, amizade e a publicação de obras

Caio Plínio ao seu Fabato, sogro, saudações.

Estimo de modo muito íntimo Calestrio Tirão, ligado a mim por laços pessoais e públicos.
Servimos juntos no exército, fomos juntos questores de César. Ele me precedeu no tribunato pelo direito dos filhos, eu o segui na pretura, quando César me dispensou um ano. Eu me retirei muitas vezes para as villas dele, ele se recuperou muitas vezes na minha casa.
Agora ele vai partir, como procônsul, para a província da Bética, passando por Ticino.
Espero, ou melhor, confio que conseguirei facilmente que ele desvie do caminho para visitá-lo, caso você queira libertar formalmente, pela vara, aqueles que recentemente alforriou diante dos seus amigos. Não motivo para temer que isso seja incômodo para ele, que, por minha causa, não consideraria longo dar a volta ao mundo.
Por isso ponha de lado esse excesso de modéstia e consulte o que você quer. Para ele será tão agradável o que eu peço quanto para mim o que você ordena. Adeus.