Cartas - Livro VII 15
Cartas sobre presságios, doença, amizade e a publicação de obras
Caio Plínio ao seu Saturnino, saudações.
Você quer saber o que faço. O que você conhece: estou ocupado com deveres, sirvo aos amigos, estudo de vez em quando, o que fazer não de vez em quando, mas só e sempre, não ouso dizer que seria melhor, mas com certeza seria mais feliz.
Eu lamentaria que você fizesse qualquer outra coisa que não a que deseja, se aquilo que faz não fosse muito honroso. Pois cuidar dos negócios da própria república e arbitrar entre amigos é digno do maior louvor.
Sabia que a convivência com o nosso Prisco lhe seria agradável. Conhecia a sua simplicidade, conhecia a sua afabilidade; e que ele é também, o que eu menos conhecia, muito grato, experimento agora, já que você escreve que ele se lembra com tanto agrado dos serviços que lhe prestei. Adeus.