Cartas - Livro VI 12
Inclui as duas cartas a Tácito sobre a erupção do Vesúvio e a morte de Plínio, o Velho (79 d.C.)
Caio Plínio ao seu caro Fabato, sogro de seu sogro, saudações.
Você de fato não deve recomendar com mão hesitante aqueles que julga dignos de proteção. Pois convém a você ser útil a muitos, e a mim assumir tudo o que diz respeito ao seu interesse.
Por isso farei por Bítio Prisco o máximo que puder, sobretudo no meu terreno, isto é, diante dos centúnviros.
Você me manda esquecer as cartas que, como diz, me escreveu "de peito aberto"; mas não há nenhuma de que eu me lembre com mais prazer. Pois por elas percebo, mais que por tudo, quanto você me ama, já que cobrou de mim como costumava cobrar do seu próprio filho.
E não escondo que elas me foram tanto mais agradáveis porque eu tinha uma boa causa, tendo cuidado com o máximo empenho daquilo que você queria que fosse cuidado.
Por isso peço sempre e sempre que me repreenda com a mesma franqueza, todas as vezes que eu parecer relaxar (digo "parecer", pois nunca vou relaxar de verdade), o que eu entenderei partir do mais alto amor, e você se alegrará de eu não ter merecido. Adeus.