Cartas - Livro V 11

As villas, os testamentos, a educação e a memória dos mortos

Caio Plínio ao seu amigo Calpúrnio Fabato, avô de sua esposa, saudações.

Recebi a sua carta, pela qual fiquei sabendo que você dedicou um pórtico belíssimo em seu nome e no de seu filho, e que no dia seguinte prometeu dinheiro para o adorno dos portões, de modo que o início de uma nova generosidade fosse o remate da anterior.
Alegro-me, em primeiro lugar, com a sua glória, da qual alguma parte chega até mim por causa de nossa relação; depois, porque vejo a memória do meu sogro perpetuada por obras belíssimas; por fim, porque a nossa pátria floresce, e a mim é agradável vê-la honrada por quem quer que seja, mas, por você, é o que de mais alegre.
Quanto ao mais, peço aos deuses que concedam a você esse ânimo, e a esse ânimo o maior tempo possível. Pois para mim é claro que, cumprido o que você acaba de prometer, você começará outra coisa. A generosidade, uma vez posta em movimento, não sabe parar, e o próprio exercício realça a sua beleza. Até logo.