Cartas - Livro V 10
As villas, os testamentos, a educação e a memória dos mortos
Caio Plínio ao seu amigo Suetônio Tranquilo, saudações.
Cumpra enfim a palavra dos meus versos hendecassílabos, que prometeram aos amigos comuns os seus escritos. Cobram-nos todo dia, exigem-nos, e já há o risco de serem intimados a apresentá-los por ordem judicial.
Eu mesmo sou hesitante em publicar, mas você venceu até a minha demora e lentidão. Portanto, ou rompe logo a demora, ou cuidado para que esses mesmos livrinhos, que os nossos hendecassílabos não conseguem arrancar de você com lisonjas, os escazontes não os extorquam com insultos.
A obra está concluída e acabada; o polimento já não a faz brilhar, apenas a desgasta. Deixe-me ver o seu título, deixe-me ouvir que os volumes do meu Tranquilo estão sendo copiados, lidos e vendidos. É justo que, num afeto tão recíproco, eu receba de você o mesmo prazer que você desfruta de mim. Até logo.