Antiguidades Judaicas - Livro XVIII 5
Livro XVIII: Pilatos, Jesus, João Batista e Tibério
Alguns dos judeus achavam que a destruição do exército de Herodes vinha de Deus, e com toda a justiça, como castigo pelo que ele fizera contra João, chamado o Batista. Pois Herodes o matou [por volta de fevereiro de 32 d.C.]. João era um homem bom, que mandava os judeus praticar a virtude, tanto na justiça uns para com os outros quanto na piedade para com Deus, e assim chegar ao batismo. Pois esse lavar [com água] seria aceitável a Deus se eles o usassem não para a remoção [ou o perdão] de alguns pecados [apenas], mas para a purificação do corpo, supondo que a alma já tivesse sido completamente purificada de antemão pela justiça. Quando [muitos] outros vinham em multidões ao seu redor, pois ficavam profundamente comovidos [ou agradados] ao ouvir suas palavras, Herodes, que temia que a grande influência de João sobre o povo lhe desse o poder e a inclinação de provocar uma rebelião (pois pareciam dispostos a fazer qualquer coisa que ele aconselhasse), julgou melhor matá-lo para evitar qualquer dano que ele pudesse causar, e não se meter em dificuldades por poupar um homem que poderia fazê-lo se arrepender disso quando já fosse tarde demais. Assim, por causa do temperamento desconfiado de Herodes, João foi enviado como prisioneiro a Maqueronte, o castelo que mencionei antes, e ali foi morto. Os judeus tinham a opinião de que a destruição desse exército foi enviada como castigo a Herodes e como sinal do desagrado de Deus para com ele.