Crime e Castigo 69
Romance de 1866: o ex-estudante Raskólnikov mata uma velha penhorista para provar a si mesmo que é um homem "extraordinário", acima da lei moral, e desmorona sob a culpa até a prostituta Sônia, lendo a ressurreição de Lázaro, abrir-lhe o caminho da confissão e da regeneração
De novo, depois de sua primeira compaixão apaixonada e angustiada pelo homem infeliz, a ideia terrível do assassinato a dominou. No tom alterado dele, parecia-lhe ouvir o assassino falando. Olhou-o desnorteada. Ainda não sabia de nada, por quê, como, com que objetivo aquilo acontecera. Agora todas essas perguntas se atropelavam de uma vez em sua mente. E de novo não conseguia acreditar: "Ele, ele é um assassino! Será possível que seja verdade?"