A República - Livro X 3
A crítica à poesia imitativa, a imortalidade da alma e o mito de Er sobre o juízo e a escolha das vidas
Mas a alma que não pode ser destruída por nenhum mal, nem interno nem externo, deve existir para sempre. E, se existe para sempre, deve ser imortal. Com certeza. Essa é a conclusão, eu disse. E, se for uma conclusão verdadeira, então as almas devem ser sempre as mesmas. Pois, se nenhuma é destruída, elas não diminuem em número. Nem aumentam, porque o aumento das naturezas imortais teria de vir de algo mortal, e assim tudo acabaria virando imortal. Muito verdadeiro.