Épico de Gilgamesh 4
Versão padrão babilônica (acádia), c. séc. XII a.C.
[Aos vinte] léguas eles partiram o pão,
[às] trinta léguas armaram acampamento,
[cinquenta] léguas percorreram no decorrer de um dia,
uma marcha de um mês e meio: no terceiro dia
aproximaram-se do monte Líbano.
[puseram água fresca em...]
[Gilgamesh subiu até o topo da montanha,]
[fez suas oferendas de farinha de mashatu à colina.]
"[Ó montanha, traga-me um sonho, deixe-me ver uma mensagem de boa sorte!]"
[Enkidu fez para ele uma 'casa do Zaqiqu',]
[fixou uma porta contra a tempestade em sua entrada.]
[Fez Gilgamesh deitar-se dentro de um círculo... desenho,]
[e ele mesmo, como uma rede... e deitou-se na entrada.]
[Gilgamesh apoiou o queixo nos joelhos,]
[o sono que se derrama sobre as pessoas caiu sobre ele.]
[Na vigília do meio (da noite) ele chegou ao fim de seu sono,]
[ele se levantou para falar com seu amigo:]
"Meu amigo, você não me chamou? Por que estou acordado?
[Você não me tocou? Por que estou confuso?]
[Algum deus não passou por aqui? Por que minha carne está dormente?]
Meu amigo, eu vi um sonho,
[e o] sonho que vi [estava completamente confuso.]
[Em] um vale [...,]
[a montanha] caiu sobre [...,]
[e nós, como... [...]"
[Aquele] que nascera no [campo selvagem foi capaz de dar conselho,]
Enkidu falou ao seu amigo, [dando sentido ao seu sonho:]
"Meu amigo, [seu] sonho é favorável, [... é bom,]
o sonho é precioso [...,]
Meu amigo, a montanha que você viu [era...,]
[nós] capturaremos [Humbaba, nós o mataremos,]
e lançaremos seu cadáver no campo de batalha.
E pela manhã! [nós receberemos uma] mensagem favorável [de Shamash.]"
Aos vinte léguas eles partiram [o pão,]
às trinta léguas armaram [acampamento,]
Cinquenta léguas percorreram no decorrer de [um dia,]
uma marcha de [um mês] e meio: no terceiro dia
aproximaram-se do monte [Líbano.]
[puseram água fresca em...]
Gilgamesh subiu até o topo [da montanha,]
fez suas oferendas de farinha de mashatu [à colina.]
"Ó montanha, traga-me um sonho, deixe-me ver uma mensagem de [boa sorte!]"
Enkidu fez para ele [uma 'casa do Zaqiqu',]
[fixou uma porta contra a tempestade em sua entrada.]
[Fez Gilgamesh deitar-se dentro de um círculo... desenho,]
[e ele mesmo, como uma rede... e deitou-se na entrada.]
[Gilgamesh apoiou o queixo nos joelhos,]
[o sono que se derrama sobre as pessoas caiu sobre ele.]
[Na vigília do meio (da noite) ele chegou ao fim de seu sono,]
[ele se levantou para falar com seu amigo:]
"[Meu amigo, você não me chamou? Por que estou acordado?]
[Você não me tocou? Por que estou confuso?]
[Algum deus não passou por aqui? Por que minha carne está dormente?]
[Meu amigo, eu vi um segundo sonho,]
[e o sonho que vi estava completamente confuso.]"
Apenas um pequeno fragmento do segundo sonho sobreviveu, que parece ser da explicação de Enkidu:
"[......... era] Humbaba.
[......,] cujo comprimento era curto,
[......]... amplo e estreito,
[......] Humbaba se tornará como uma criança,
[............]... sobre ele."
Lacuna
"[E pela manhã nós receberemos uma mensagem favorável de Shamash.]"
[Aos vinte léguas eles partiram o pão,]
[às trinta léguas armaram acampamento,]
[Cinquenta léguas percorreram no decorrer de um dia,]
[uma marcha de um mês e meio: no terceiro dia]
[aproximaram-se do monte Líbano.]
[Voltados para o sol, cavaram um poço,]
[Gilgamesh subiu até o topo da montanha,]
[fez suas oferendas de farinha de mashatu à colina.]
"[Ó montanha, traga-me um sonho, deixe-me ver uma mensagem de boa sorte!]"
[Enkidu fez para ele uma 'casa do Zaqiqu',]
[fixou uma porta contra a tempestade em sua entrada.]
Fez ele deitar-se dentro de [um círculo... desenho,]
[e] ele mesmo, como uma rede [... e] deitou-se na entrada.
Gilgamesh apoiou o queixo nos joelhos,
o sono que se derrama sobre as pessoas caiu sobre ele.
[Na vigília do meio (da noite)] ele chegou ao fim de seu sono,
ele se levantou para falar com seu amigo:
"Meu amigo, você não me chamou? Por que estou acordado?
Você não me tocou? Por que estou confuso?
Algum deus não passou por aqui? Por que minha carne está dormente?
Meu amigo, eu vi um terceiro sonho,
e o sonho que vi estava completamente confuso.
Os céus clamavam alto, enquanto a terra tremia,
a luz do dia esmaeceu, a escuridão avançou.
Relâmpagos faiscavam, o fogo irrompeu,
[as chamas] continuavam ardendo, a morte chovia.
O fogo se apagou em brasas baixas,
[depois que] ele havia diminuído pouco a pouco, transformou-se em cinzas.
[Você nasceu] no campo selvagem, será que podemos dar conselho?"
Enkidu [ouviu as palavras do seu amigo,] dando sentido ao seu sonho, disse a Gilgamesh:
"[Meu amigo,] seu sonho [é favorável,... é bom.]"
A explicação dos sonhos se perdeu. Depois da quebra, começa a quarta marcha:
Aos vinte léguas eles partiram [o pão,]
às trinta léguas armaram [acampamento,]
Cinquenta léguas percorreram no decorrer de um dia,
uma marcha de um mês e meio: no terceiro [dia,]
aproximaram-se do monte Líbano.
[Voltados para] o sol, cavaram [um poço,]
puseram [água fresca em......,]
Gilgamesh [subiu] até o topo [da montanha,]
[ele fez suas] oferendas de [farinha de mashatu à] colina.
"[Ó montanha, traga-me um sonho, deixe-me ver uma mensagem de boa sorte!]"
[Enkidu fez para ele uma 'casa do Zaqiqu',]
[fixou uma porta contra a tempestade em sua entrada.]
[Fez ele deitar-se dentro de um círculo... desenho,]
[e ele mesmo, como uma rede... e deitou-se na entrada.]
[Gilgamesh apoiou o queixo nos joelhos,]
[o sono que se derrama sobre as pessoas caiu sobre ele.]
[Na vigília do meio (da noite) ele chegou ao fim de seu sono,]
[ele se levantou para falar com seu amigo:]
"[Meu amigo, você não me chamou? Por que estou acordado?]
[Você não me tocou? Por que estou confuso?]
[Algum deus não passou por aqui? Por que minha carne está dormente?]
[Meu amigo, eu vi um quarto sonho,]
[e o sonho que vi estava completamente confuso.]"
Lacuna curta, seguida por:
"[Meu amigo,] seu sonho [é favorável,... é bom,]
[......] isto [......,]
[...] Humbaba como [...,]
[... vai] ser incendiado [...] sobre [ele.]
Nós traremos boas notícias sobre seu [cadáver, nós] amarraremos os braços dele,
[......,] [...,]
Seus [......,] nós ficaremos lado a lado [...]
[E pela manhã nós veremos uma] mensagem favorável [de Shamash.]"
[Aos vinte léguas] eles partiram o pão,
[às trinta léguas] armaram acampamento:
[cinquenta léguas eles] percorreram no decorrer [de um dia.]
[Voltados para o sol,] cavaram [um poço,]
puseram [água fresca em......,]
Gilgamesh [subiu] até o topo [da montanha,]
[ele fez suas] oferendas de [farinha de mashatu à] colina.
"[Ó montanha, traga-me um sonho, deixe-me ver uma mensagem de boa sorte!]"
Enkidu [fez] para [ele uma 'casa do Zaqiqu',]
ele fixou [uma porta contra a tempestade em sua entrada.]
[Fez ele deitar-se] dentro de um círculo [... desenho,]
[e ele mesmo, como] uma rede [... e deitou-se] na entrada.
[Gilgamesh] apoiou [o queixo nos joelhos,]
[o sono que se derrama] sobre as pessoas caiu [sobre ele.]
[ele se levantou para falar com seu amigo:]
[Na vigília do meio (da noite) ele chegou ao fim de seu sono,]
"[Meu amigo, você não me chamou? Por que estou acordado?]
[Você não me tocou? Por que estou confuso?]
[Algum deus não passou por aqui? Por que minha carne está dormente?]
[Meu amigo, eu vi um quinto sonho,]
[e o sonho que vi estava completamente confuso.]"
Quando o texto recomeça, parece que Enkidu ainda está falando com Gilgamesh:
"[......] indo [...]
[Surgido] do meio de Uruk, [... [...]
[...]... ficar lá e [...,]
Ó Gilgamesh, [o rei,] surgido do meio de Uruk, [...]"
[Shamash] ouviu o que [ele] havia dito,
[de imediato] uma voz [bradou a ele do alto dos céus:]
[Apresse-se, levante-se contra ele! Ele não deve] entrar em seu bosque, ele não deve [...,]
[ele não deve descer] para o bosque, ele não deve [...,]
ele [não deve] envolver-se em seus sete mantos [...]"
[De um] ele estava envolto, de seis foi despojado,
eles [..........]
Como um touro selvagem feroz, com chifres travados [...,]
ele bramiu uma vez, e foi (um bramido) cheio de terror.
O guardião das florestas bradava,
... [..........]
Humbaba [trovejava] como o Deus da Tempestade.
Depois de uma lacuna, Gilgamesh e Enkidu estão em conversa:
"[...] nascido [......]"
Gilgamesh [abriu sua] boca para falar, dizendo a Enkidu:
"Meu amigo, [você não] nasceu [........?]
Não foi você gerado [........?]"
Enkidu abriu sua boca para falar, dizendo a Gilgamesh:
"Meu amigo, aquele para quem estamos indo, [ele é algo muito estranho!]
Humbaba, para quem [estamos indo, ele é algo muito estranho!]"
Gilgamesh abriu a boca [para falar, dizendo a Enkidu:]
"Meu amigo, eu [mataria......,]
[...] para [.......]"
Depois de uma lacuna curta, a conversa continua:
[Enkidu] abriu [sua boca] para falar, [dizendo a Gilgamesh:]
"[...] descemos [......,]
[...]... e [meus braços] enfraquecem!"
[Gilgamesh] abriu sua boca para falar, dizendo a Enkidu:
"[Por que,] meu amigo, falamos [como fracos?]
[Nós, que] atravessamos todas [aquelas] montanhas,
[ainda nos] retirávamos [...] diante de nós?
Antes de termos [......,]
Meu [amigo,] versado em combate,
[......] batalha [......,]
[...] você manteve-se tocando (algo), e (assim) você não teme [...,]
[...] como uma louca, mude [...]
Deixe [seu grito] de guerra ressoar [como] um tambor!
que a rigidez de seus braços parta e a fraqueza saia [de seus joelhos!]
Tome-me pela mão, meu amigo, e nós marcharemos [como] um só!
[Deixe] sua mente concentrar-se no combate!
Esqueça a morte e [busque] a vida!
[...]... o homem cuidadoso.
"[Aquele que] foi à frente protegeu sua própria pessoa, deixe-o trazer o companheiro a salvo!"
É a eles que se há de dar um nome [para] tempo [futuro!]"
[À sua [...] eles ambos chegaram,
[eles cessaram] sua conversa, e fizeram um alto.
Lacuna. Um fragmento de explicação de sonho provavelmente se encaixa aqui:
"Aquele cuja boca [......]
O homem que você viu [era......,]
naquele tempo [.......]
Ele agarrará [seus] tornozelos [......,]
eles beijarão [........]
Eu [............]"
[Eles ficaram de pé] maravilhados diante da floresta.