A figura de um Filho no Antigo Testamento
O Antigo Testamento, em alguns pontos, já fala de uma figura filial associada a Deus. O texto mais direto é uma pergunta de Provérbios que indaga pelo nome de quem domina os céus "e o nome de seu filho".
4 Quem subiu ao céu e desceu? Quem encerrou os ventos nos seus punhos? Quem amarrou as águas numa roupa? Quem estabeleceu todas as extremidades da terra? Qual é o seu nome? E qual é o nome de seu filho, se é que o sabes?
O Salmo 2, lido como messiânico, traz Deus declarando "tu és meu filho, eu hoje te gerei", versículo que o Novo Testamento aplica diretamente a Jesus. E em Daniel, uma figura "semelhante a um filho do homem" se aproxima do Ancião de Dias e recebe domínio e glória eternos, algo que o próprio texto reserva a Deus.
7 Proclamarei o decreto: o Senhor me disse: Tu és meu Filho, eu hoje te gerei.
13 Eu estava olhando nas minhas visões da noite, e eis que vinha nas nuvens do céu um como o filho do homem; e dirigiu-se ao ancião de dias, e o fizeram chegar até ele.
14 E foi-lhe dado o domínio, e a honra, e o reino, para que todos os povos, nações e línguas o servissem; o seu domínio é um domínio eterno, que não passará, e o seu reino tal, que não será destruído.
Há ainda a famosa cena dos três jovens na fornalha, em que Nabucodonosor diz ver um quarto homem "semelhante a um filho dos deuses". Os trinitaristas leem aí mais um vislumbre; os críticos, uma expressão idiomática para um ser celestial qualquer.
25 Respondeu, dizendo: Eu, porém, vejo quatro homens soltos, que andam passeando dentro do fogo, sem sofrer nenhum dano; e o aspecto do quarto é semelhante ao Filho de Deus.