Policarpo aos Filipenses 5
Carta de Policarpo de Esmirna à igreja de Filipos, discípulo do apóstolo João, séc. II
Sabendo, então, que "de Deus não se zomba," devemos andar de modo digno de seu mandamento e de sua glória.
Da mesma forma, os diáconos devem ser irrepreensíveis diante da face da justiça dele, como servos de Deus e de Cristo, e não de homens.
Eles não devem ser caluniadores, nem de língua dobre, nem amantes do dinheiro, mas moderados em todas as coisas, compassivos, diligentes, andando segundo a verdade do Senhor, que se fez servo de todos.
Se o agradarmos neste mundo presente, receberemos também o mundo futuro, conforme ele nos prometeu que nos ressuscitará dos mortos, e que, se vivermos de modo digno dele, "também reinaremos juntamente com ele," contanto que creiamos.
Da mesma forma, que os jovens também sejam irrepreensíveis em todas as coisas, tendo o cuidado especial de preservar a pureza, e refreando-se, como por um freio, de todo tipo de mal.
Pois é bom que sejam cortados das paixões que há no mundo, já que "toda paixão guerreia contra o espírito;" e "nem os que cometem fornicação, nem os afeminados, nem os que abusam de si mesmos com outros homens herdarão o reino de Deus," nem aqueles que fazem coisas impróprias e indecorosas.
Por isso, é necessário abster-se de todas estas coisas, estando sujeitos aos presbíteros e diáconos, como a Deus e a Cristo.
As virgens também devem andar com uma consciência irrepreensível e pura.