1 Clemente 34

Carta da igreja de Roma aos coríntios, c. 96 d.C., atribuída a Clemente de Roma

O bom trabalhador recebe com confiança o pão do seu trabalho, mas o preguiçoso e negligente não ousa olhar nos olhos do seu empregador.
É necessário, portanto, que sejamos zelosos na prática do bem, pois dele procedem todas as coisas.
Ele nos adverte de antemão, dizendo: Eis o Senhor, e a sua recompensa está diante da sua face, para retribuir a cada um segundo a sua obra.
Por isso nos exorta a crer nele de todo o coração, e a não sermos ociosos nem negligentes em toda boa obra.
Que a nossa glória e a nossa confiança estejam nele. Submetamo-nos à sua vontade. Observemos como toda a multidão dos seus anjos está a postos e ministra à sua vontade.
Pois a Escritura diz: Dez mil vezes dez mil estavam diante dele, e milhares de milhares lhe ministravam; e clamavam em alta voz: Santo, santo, santo é o Senhor dos Exércitos; toda a criação está cheia da sua glória.
Por isso também nós, reunidos em harmonia e com fervor de coração, clamemos a ele como que por uma boca, com insistência, para que sejamos feitos participantes das suas grandes e gloriosas promessas.
Pois ele diz: Nem olho viu, nem ouvido ouviu, nem subiu ao coração do homem as grandes coisas que ele preparou para os que pacientemente o esperam.