Cartas - Livro X 3

A correspondência oficial com o imperador Trajano como governador da Bitínia-Ponto, incluindo a carta 96 sobre os cristãos e a resposta de Trajano

[3a] Caio Plínio ao imperador Trajano

Assim que a sua benevolência, senhor, me promoveu à prefeitura do Erário de Saturno, renunciei a todas as advocacias, que aliás eu nunca havia exercido indiscriminadamente, para me dedicar de todo o ânimo ao cargo que me foi confiado.
Por essa razão, quando os provinciais me escolheram como advogado contra Mário Prisco, pedi dispensa desse encargo e a obtive. Mas depois, quando o cônsul designado propôs que se fizesse representação a nós, cujas escusas haviam sido aceitas, para que nos submetêssemos à autoridade do senado e permitíssemos que nossos nomes fossem lançados na urna, julguei que era o mais conveniente à tranquilidade do seu tempo não me opor à vontade tão moderada dessa nobilíssima ordem.
Por essa minha submissão, desejo que você considere que agi com razão, pois quero que todos os meus atos e palavras sejam aprovados pelos seus costumes santíssimos.

[3b] Trajano a Plínio

Você cumpriu o papel de bom cidadão e bom senador ao prestar à nobilíssima ordem a obediência que ela exigia com toda a justiça. Confio que você continuará a cumprir esse papel conforme a lealdade que demonstrou.