Cartas - Livro VII 28
Cartas sobre presságios, doença, amizade e a publicação de obras
Caio Plínio a seu caro Septício, saudações.
Dizes que alguns, diante de ti, me censuraram, como se eu, a toda oportunidade, elogiasse meus amigos além da medida.
Reconheço a acusação, até a abraço. Pois o que há de mais honroso do que a culpa da bondade? Mas quem são esses que conhecem meus amigos melhor do que eu? E, mesmo que os conheçam, por que me invejam um erro tão feliz? Pois, ainda que não sejam tais como os proclamo, sou feliz por me parecerem assim.
Que apliquem a outros, então, essa atenção malévola; e não são poucos os que chamam de bom senso criticar os próprios amigos. A mim nunca persuadirão de que amo demais os meus. Adeus.