Cartas - Livro VII 2
Cartas sobre presságios, doença, amizade e a publicação de obras
Caio Plínio ao seu Justo, saudações.
Como se concilia que ao mesmo tempo você afirme estar impedido por ocupações constantes e deseje meus escritos, os quais mal conseguem que mesmo gente desocupada lhes dedique algum tempo perdido?
Vou deixar, então, que passe o verão, inquieto e atarefado para vocês, e só no inverno, quando for verossímil que pelo menos as noites lhe estejam livres, procurarei o que de melhor entre minhas bagatelas eu possa lhe apresentar.
Por enquanto já basta se as cartas não forem incômodas; mas como o são, por isso mesmo serão mais breves. Adeus.