Cartas - Livro VI 15

Inclui as duas cartas a Tácito sobre a erupção do Vesúvio e a morte de Plínio, o Velho (79 d.C.)

Caio Plínio ao seu caro Romano, saudações.

Você não presenciou uma cena admirável; nem eu, mas a história recente me alcançou. Passeno Paulo, ilustre cavaleiro romano e dos mais eruditos, escreve elegias. Isso é de família: pois é conterrâneo de Propércio e até conta Propércio entre seus antepassados.
Ele, ao fazer uma leitura, começou assim: "Prisco, tu ordenas...". A isso, Javoleno Prisco, que estava presente por ser muito amigo de Paulo, respondeu: "Eu, na verdade, não ordeno." Imagine que risadas, que gozações.
Prisco é, de fato, de sanidade duvidosa, mas participa dos deveres públicos, é chamado aos conselhos e até responde publicamente sobre direito civil: por isso o que ele fez então foi tanto mais ridículo e notável.
Enquanto isso, o delírio alheio trouxe a Paulo um certo constrangimento. Os que vão fazer leituras com tanto cuidado devem providenciar não que eles próprios sejam sãos, mas também que convoquem ouvintes sãos. Adeus.