Cartas - Livro IV 16
Cartas sobre casamento, generosidade cívica, processos e a arte de escrever
Caio Plínio a seu caro Valério Paulino, saudações.
Alegre-se por mim, alegre-se por você, alegre-se também pela coisa pública: a honra dos estudos ainda dura. Há pouco, quando eu ia falar diante dos centúnviros, não houve para mim acesso senão atravessando o tribunal, passando por entre os próprios juízes, de tão apinhados que estavam todos os outros lugares.
Ainda por cima, um jovem elegante, com a túnica rasgada (como costuma acontecer na multidão), ficou de pé coberto só pela toga, e isso por sete horas.
Pois falei durante todo esse tempo, com grande esforço, mas com fruto ainda maior. Esforcemo-nos, portanto, e não usemos a preguiça dos outros como desculpa para a nossa. Há quem ouça, há quem leia; basta que produzamos algo digno dos ouvidos, digno do papel. Até logo.