Antiguidades Judaicas - Livro XI 5
Livro XI: o retorno, Esdras, Neemias, Ester e Alexandre
Como Xerxes, filho de Dario, foi benevolente com os judeus. E também a respeito de Esdras e Neemias.
Com a morte de Dario, seu filho Xerxes assumiu o reino. Assim como herdou o reino do pai, herdou também a piedade dele para com Deus e a honra que lhe prestava. Em tudo o que dizia respeito ao culto divino, agiu como o pai, e foi extremamente amigável aos judeus. Por essa época, um filho de Jesua, chamado Joaquim, era o sumo sacerdote. Havia também na Babilônia um homem justo, que gozava de grande reputação entre o povo. Era o principal sacerdote da nação, e seu nome era Esdras. Ele dominava muito bem as leis de Moisés e tinha boas relações com o rei Xerxes. Esdras decidira subir a Jerusalém e levar consigo alguns dos judeus que estavam na Babilônia. Pediu então ao rei que lhe desse uma carta para os governadores da Síria, para que soubessem quem ele era. O rei escreveu a estes governadores a seguinte carta: "Xerxes, rei dos reis, a Esdras, o sacerdote e leitor da lei divina, saudações. Julgo de acordo com o amor que tenho pela humanidade permitir que os membros da nação judaica que assim o desejarem, bem como os sacerdotes e levitas que vivem em nosso reino, subam juntos a Jerusalém. Dei ordens nesse sentido. Que vá todo aquele que tiver a intenção, conforme pareceu bem a mim e a meus sete conselheiros, para que examinem a situação da Judeia e verifiquem se está de acordo com a lei de Deus. Levem também as ofertas que eu e meus amigos prometemos, com toda a prata e o ouro encontrados no país dos babilônios que tenham sido consagrados a Deus. Que tudo isso seja levado a Jerusalém, a Deus, para os sacrifícios. Será permitido também a você e a seus irmãos fazer quantos vasos de prata e ouro quiserem. Você consagrará os vasos sagrados que lhe foram entregues e quantos mais quiser fabricar, retirando as despesas do tesouro do rei. Escrevi ainda aos tesoureiros da Síria e da Fenícia para que cuidem dos assuntos pelos quais Esdras, o sacerdote e leitor das leis de Deus, foi enviado. E, para que Deus de modo algum se ire contra mim ou contra meus filhos, concedo tudo o que for necessário para os sacrifícios a Deus, conforme a lei, até cem coros de trigo. E ordeno que não imponham nenhuma cobrança fraudulenta nem tributo algum sobre os sacerdotes, levitas, cantores sagrados, porteiros, servos sagrados ou escribas do templo. E você, Esdras, nomeie juízes segundo a sabedoria [que lhe foi dada] por Deus, escolhendo aqueles que entendem a lei, para que julguem em toda a Síria e a Fenícia. Instrua também os que a ignoram, de modo que, se algum de seus compatriotas transgredir a lei de Deus ou a do rei, seja punido, não como quem transgride por ignorância, mas como quem realmente a conhece e mesmo assim a despreza e a desafia com ousadia. Esses podem ser punidos com a morte ou com o pagamento de multas. Passe bem."
Quando Esdras recebeu esta carta, ficou cheio de alegria e começou a adorar a Deus, reconhecendo que Ele fora a causa do grande favor do rei para com ele, e por esse mesmo motivo prestava todo o agradecimento a Deus. Leu a carta na Babilônia aos judeus que ali estavam, mas guardou o documento original e enviou uma cópia a todos os de sua nação que viviam na Média. Quando esses judeus entenderam a piedade do rei para com Deus e a bondade que tinha por Esdras, todos ficaram muito satisfeitos. Muitos deles inclusive levaram seus bens consigo e vieram à Babilônia, ansiosos por descer a Jerusalém. Mas o conjunto inteiro do povo de Israel permaneceu naquele país. Por isso há apenas duas tribos na Ásia e na Europa, sujeitas aos romanos, enquanto as dez tribos estão além do Eufrates até hoje, e formam uma multidão imensa, impossível de medir em números. Vieram então a Esdras muitos sacerdotes, levitas, porteiros, cantores sagrados e servos sagrados. Ele reuniu os que estavam no cativeiro além do Eufrates e ali permaneceu três dias. Decretou um jejum para eles, para que fizessem orações a Deus pela sua preservação, e para que não sofressem nenhum infortúnio pelo caminho, fosse da parte dos inimigos ou de qualquer outro acidente. Esdras havia dito antes que contara ao rei como Deus os preservaria, e por isso não julgara conveniente pedir que enviasse cavaleiros para escoltá-los. Assim, quando terminaram as orações, partiram do Eufrates no décimo segundo dia do primeiro mês do sétimo ano do reinado de Xerxes, e chegaram a Jerusalém no quinto mês do mesmo ano. Então Esdras apresentou o dinheiro sagrado dos tesoureiros, que eram da família dos sacerdotes: seiscentos e cinquenta talentos de prata, vasos de prata pesando cem talentos, vasos de ouro pesando vinte talentos e vasos de bronze, mais precioso que o ouro, pesando doze talentos. Essas ofertas tinham sido feitas pelo rei, por seus conselheiros e por todos os israelitas que permaneceram na Babilônia. Quando Esdras entregou esses bens aos sacerdotes, ofereceu a Deus os sacrifícios prescritos de holocaustos: doze touros pela preservação comum do povo, noventa carneiros e setenta e dois cordeiros, e doze cabritos pela remissão dos pecados. Entregou também a carta do rei aos oficiais reais e aos governadores da Celessíria e da Fenícia. Como eram obrigados a cumprir o que ele determinara, honraram a nossa nação e a auxiliaram em todas as suas necessidades.
Essas coisas foram de fato realizadas sob a liderança de Esdras, e ele teve sucesso nelas, porque Deus o considerou digno do êxito de sua conduta, em razão de sua bondade e retidão. Mas algum tempo depois vieram a ele algumas pessoas e trouxeram uma acusação contra certos membros do povo, dos sacerdotes e dos levitas, que tinham violado seu compromisso e desfeito as leis de seu país ao casar com mulheres estrangeiras, e tinham lançado a família dos sacerdotes na confusão. Essas pessoas pediram a Esdras que defendesse as leis, para que Deus não se irasse contra todos eles e os reduzisse de novo a uma condição calamitosa. Diante disso, ele imediatamente rasgou suas vestes de tristeza, arrancou os cabelos da cabeça e da barba e se lançou ao chão, porque esse crime havia atingido os homens mais importantes do povo. Considerando que, se ordenasse que expulsassem suas mulheres e os filhos que tinham tido com elas, não seria ouvido, continuou deitado no chão. No entanto, todos os de melhor índole vieram correndo até ele, e também eles choraram e compartilharam a tristeza que sentia pelo que fora feito. Então Esdras se levantou do chão, estendeu as mãos para o céu e disse que "tinha vergonha de olhar para ele, por causa dos pecados que o povo cometera, ao lançar para fora da memória o que seus pais haviam sofrido por causa de sua maldade". E suplicou a Deus, que salvara uma semente e um remanescente da calamidade e do cativeiro em que tinham estado, e os restaurara de novo a Jerusalém e à própria terra, e obrigara os reis da Pérsia a ter compaixão deles, que perdoasse também os pecados que agora haviam cometido. Embora merecessem a morte, era próprio da misericórdia de Deus remitir mesmo a estes a punição que lhes era devida.
Depois de dizer isso, Esdras parou de orar. Enquanto todos os que tinham vindo a ele com suas mulheres e filhos estavam em lamentação, um homem chamado Jeconias, importante em Jerusalém, aproximou-se dele e disse que tinham pecado ao casar com mulheres estrangeiras. Aconselhou-o a fazer com que todos jurassem expulsar essas mulheres e os filhos nascidos delas, e que fossem punidos os que não obedecessem à lei. Esdras seguiu este conselho e fez os chefes dos sacerdotes, dos levitas e dos israelitas jurarem que mandariam embora aquelas mulheres e filhos, conforme o conselho de Jeconias. Recebido o juramento, saiu às pressas do templo para o aposento de Joanã, filho de Eliasibe, e, como até então nada provara, de tristeza, ali permaneceu aquele dia. Quando se proclamou que todos os do cativeiro deviam reunir-se em Jerusalém, e que os que não comparecessem em dois ou três dias seriam banidos do povo, e que seus bens seriam destinados aos usos do templo, conforme a sentença dos anciãos, os das tribos de Judá e Benjamim reuniram-se em três dias, ou seja, no vigésimo dia do nono mês, que entre os hebreus se chama Tebete e entre os macedônios, Apeleu. Estavam sentados na sala superior do templo, onde também os anciãos se achavam presentes, mas se sentiam incomodados por causa do frio. Esdras levantou-se, acusou-os e disse que tinham pecado ao casar com mulheres que não eram de sua própria nação. Agora, no entanto, fariam algo agradável a Deus e vantajoso para si mesmos se mandassem embora aquelas mulheres. Todos então clamaram que "assim fariam. Mas a multidão era grande, a estação do ano era o inverno, e esse trabalho exigiria mais que um ou dois dias. Portanto", disseram, "que os nossos governantes e os que casaram com mulheres estrangeiras venham aqui em tempo oportuno, e que os anciãos de cada lugar, em conjunto, estejam também presentes para avaliar o número dos que assim se casaram." Foi isso o que decidiram. E começaram a investigação dos que tinham casado com mulheres estrangeiras no primeiro dia do décimo mês, e a continuaram até o primeiro dia do mês seguinte. Encontraram muitos descendentes de Jesua, o sumo sacerdote, e dos sacerdotes, levitas e israelitas, que deram mais valor à observância da lei do que ao seu afeto natural, e imediatamente expulsaram suas mulheres e os filhos nascidos delas. E, para aplacar a Deus, ofereceram sacrifícios e imolaram carneiros como oblações a ele. Mas não me parece necessário registrar os nomes desses homens. Assim, depois que Esdras reformou esse pecado a respeito dos casamentos das pessoas mencionadas, restaurou aquela prática à pureza, de modo que assim permaneceu para o tempo futuro.
Quando celebraram a festa dos tabernáculos no sétimo mês, e quase todo o povo se reunira para ela, subiram à parte aberta do templo, à porta voltada para o oriente, e pediram a Esdras que as leis de Moisés lhes fossem lidas. Ele se pôs no meio da multidão e leu as leis, e fez isso desde a manhã até o meio-dia. Ao ouvir a leitura das leis, foram instruídos a ser homens justos no presente e no futuro. Quanto às suas faltas passadas, ficaram descontentes consigo mesmos e começaram a derramar lágrimas por causa delas, considerando que, se tivessem guardado a lei, não teriam suportado nenhuma das misérias que viveram. Mas quando Esdras os viu nessa disposição, mandou-os ir para casa e não chorar, pois era uma festa, e não deviam chorar nela, porque não era permitido fazê-lo. Em vez disso, exortou-os a passar imediatamente ao banquete e a fazer o que convinha a uma festa e o que era próprio de um dia de alegria, mas a deixar que o arrependimento e a tristeza pelos pecados anteriores fossem uma segurança e uma guarda para eles, a fim de não caírem mais em faltas semelhantes. Assim, diante da exortação de Esdras, começaram a festejar. Depois de fazê-lo por oito dias em suas tendas, partiram para suas casas, cantando hinos a Deus e agradecendo a Esdras por ter corrigido as corrupções que haviam sido introduzidas em sua comunidade. Aconteceu então que, depois de obter essa reputação entre o povo, ele morreu velho e foi sepultado de maneira magnífica em Jerusalém. Por essa mesma época aconteceu também que Joaquim, o sumo sacerdote, morreu, e seu filho Eliasibe sucedeu-o no sumo sacerdócio.
Havia um dos judeus levados cativos que era copeiro do rei Xerxes. Seu nome era Neemias. Enquanto caminhava diante de Susã, a capital dos persas, ouviu alguns estrangeiros que entravam na cidade, depois de uma longa viagem, conversando entre si na língua hebraica. Aproximou-se deles e perguntou de onde vinham. Quando responderam que vinham da Judeia, voltou a indagar em que estado se encontrava o povo e em que condição estava Jerusalém. Eles responderam que estavam em má situação, pois seus muros tinham sido derrubados ao chão e as nações vizinhas causavam muitos danos aos judeus: de dia invadiam o país e o saqueavam, e de noite lhes faziam mal, a ponto de não poucos serem levados cativos do país e da própria Jerusalém, e as estradas durante o dia ficavam cheias de mortos. Diante disso, Neemias derramou lágrimas, por compaixão das calamidades de seus compatriotas. Olhando para o céu, disse: "Até quando, Senhor, ignorarás a nossa nação, enquanto ela sofre tão grandes misérias e somos feitos presa e despojo de todos os homens?" Enquanto permanecia junto à porta, lamentando assim, alguém lhe disse que o rei ia sentar-se para a ceia. Apressou-se então e foi, como estava, sem se lavar, servir ao rei em seu ofício de copeiro. Como o rei estava muito animado depois da ceia, e mais alegre que o habitual, lançou os olhos sobre Neemias e, vendo-o com aparência triste, perguntou-lhe por que estava triste. Então Neemias orou a Deus para que lhe concedesse favor e o poder de persuadir com suas palavras, e disse: "Como posso eu, ó rei, parecer de outro modo senão assim, e não estar aflito, enquanto ouço que os muros de Jerusalém, a cidade onde estão os sepulcros de meus pais, foram derrubados ao chão, e que suas portas foram consumidas pelo fogo? Concede-me o favor de ir reconstruir o seu muro e concluir a construção do templo." O rei deu-lhe então um sinal de que lhe concedia de bom grado o que pedia, e disse-lhe que levaria uma carta aos governadores, para que lhe prestassem a devida honra e lhe dessem toda a assistência de que precisasse, como bem entendesse. "Deixa então a tua tristeza", disse o rei, "e sê alegre no desempenho do teu ofício de agora em diante." Então Neemias adorou a Deus e agradeceu ao rei pela promessa, e desanuviou seu semblante triste e sombrio pelo prazer que teve com as promessas do rei. No dia seguinte, o rei o chamou e lhe deu uma carta para ser levada a Adeu, o governador da Síria, da Fenícia e de Samaria, na qual lhe ordenava que prestasse a devida honra a Neemias e o suprisse com o que precisasse para a sua construção.
Quando chegou à Babilônia e levou consigo muitos de seus compatriotas, que o seguiram de boa vontade, veio a Jerusalém no vigésimo quinto ano do reinado de Xerxes. Depois de mostrar as cartas a Deus, entregou-as a Adeu e aos demais governadores. Convocou também todo o povo a Jerusalém, pôs-se no meio do templo e fez-lhes o seguinte discurso: "Vocês sabem, ó judeus, que Deus tem mantido continuamente em mente os nossos pais Abraão, Isaque e Jacó, e que, por causa da retidão deles, não deixou de cuidar de vocês. De fato, ele me ajudou a obter do rei esta autorização para erguer o nosso muro e concluir o que falta do templo. Peço a vocês, portanto, que conhecem bem a má vontade que as nações vizinhas têm contra nós, e que, assim que perceberem que estamos empenhados na construção, virão contra nós e tramarão muitos modos de obstruir os nossos trabalhos, peço que, em primeiro lugar, ponham a sua confiança em Deus, como aquele que nos ajudará contra o ódio delas, e que não interrompam a construção nem de noite nem de dia, mas usem toda a diligência e apressem a obra, agora que temos esta oportunidade especial para isso." Dito isto, ordenou que os governantes medissem o muro e dividissem o trabalho entre o povo, conforme suas aldeias e cidades, segundo a capacidade de cada um. E, acrescentando a promessa de que ele mesmo, com seus servos, os auxiliaria, dissolveu a assembleia. Assim os judeus se prepararam para a obra. Esse é o nome pelo qual são chamados desde o dia em que subiram da Babilônia, nome que vem da tribo de Judá, que chegou primeiro a esses lugares, e dela tanto o povo quanto o país receberam essa denominação.
Mas, quando os amonitas, os moabitas, os samaritanos e todos os que habitavam a Celessíria souberam que a construção avançava depressa, ficaram indignados e passaram a armar ciladas contra eles e a impedir seus planos. Mataram também muitos dos judeus e procuraram modos de destruir o próprio Neemias, contratando alguns estrangeiros para matá-lo. Atemorizaram os judeus, perturbaram-nos e espalharam boatos de que muitas nações estavam prontas para fazer uma expedição contra eles. Com isso, os judeus ficaram acuados e quase abandonaram a construção. Mas nada disso conseguiu impedir Neemias de ser diligente na obra. Ele apenas colocou ao redor de si certo número de homens como guarda de seu corpo, e assim perseverou incansavelmente, indiferente a qualquer dificuldade, pelo desejo de concluir essa obra. E assim cuidou de sua própria segurança com atenção e grande previsão, não por temer a morte, mas por estar convencido de que, se morresse, os muros para os seus concidadãos jamais seriam erguidos. Ordenou também que os construtores mantivessem suas posições e tivessem suas armas consigo enquanto construíam. Assim, o pedreiro trabalhava com a espada à cintura, tanto quanto aquele que trazia os materiais de construção. Determinou ainda que os escudos ficassem bem perto deles, e colocou trombeteiros a cada quinhentos pés, ordenando-lhes que, se os inimigos aparecessem, avisassem o povo, para que pudessem lutar armados e os inimigos não caíssem sobre eles desprevenidos. Percorria também o contorno da cidade durante a noite, sem nunca se desanimar, nem com a própria obra, nem com sua alimentação e seu sono, pois não usava dessas coisas por prazer, mas por necessidade. E suportou esse esforço por dois anos e quatro meses, pois nesse tempo o muro foi construído, no vigésimo oitavo ano do reinado de Xerxes, no nono mês. Quando os muros ficaram prontos, Neemias e o povo ofereceram sacrifícios a Deus pela construção deles, e continuaram a festejar por oito dias. No entanto, quando as nações que habitavam na Síria souberam que a construção do muro estava concluída, ficaram indignadas. Mas Neemias, vendo que a cidade tinha poucos habitantes, exortou os sacerdotes e os levitas a deixar o campo e mudar-se para a cidade, ali permanecendo, e construiu-lhes casas às suas próprias custas. Ordenou que a parte do povo empregada no cultivo da terra trouxesse os dízimos de seus frutos a Jerusalém, para que os sacerdotes e levitas, tendo com que viver permanentemente, não abandonassem o culto divino. E eles de boa vontade acataram as disposições de Neemias. Por esse meio, a cidade de Jerusalém ficou mais cheia de gente do que antes. Assim, depois de Neemias ter feito muitas outras coisas excelentes e dignas de louvor, de maneira gloriosa, chegou a uma idade avançada e então morreu. Era um homem de índole boa e justa, e muito empenhado em fazer feliz a sua própria nação. E deixou os muros de Jerusalém como um monumento eterno de si mesmo. Isso se deu nos dias de Xerxes.