Meditações 6
O caderno pessoal do imperador-filósofo Marco Aurélio (séc. II): anotações estoicas sobre o dever, a razão, a aceitação do destino e a brevidade da vida
O universo é ou uma confusão, um emaranhado de coisas e uma dispersão, ou é unidade, ordem e providência. Se for a primeira opção, por que desejaria permanecer numa mistura sem rumo e numa desordem assim? Por que me importaria com qualquer outra coisa além de como vou, enfim, virar terra? Por que me perturbaria, se a dispersão dos meus elementos vai acontecer faça eu o que fizer? Mas se a outra opção é verdadeira, eu reverencio, fico firme e confio naquele que governa.