Testamentos dos Doze Patriarcas 134
Os discursos de despedida dos doze filhos de Jacó (Rúben a Benjamim), pseudepígrafo judaico do séc. II a.C. com camadas cristãs
Testamento de Benjamim, capítulo 4
Vejam, portanto, meus filhos, o fim do homem bom. Sejam seguidores da sua compaixão, portanto,
com uma mente boa, para que vocês também possam usar coroas de glória. Pois o homem bom não tem
olho sombrio; pois ele mostra misericórdia a todos os homens, ainda que sejam pecadores. E ainda que tramem com má intenção contra ele, fazendo o bem ele vence o mal, sendo protegido por Deus;
e ele ama o justo como a sua própria alma. Se alguém é glorificado, ele não o inveja; se alguém se enriquece, ele não tem ciúmes; se alguém é valente, ele o louva; ao homem virtuoso ele elogia, do homem pobre ele tem misericórdia; do fraco ele tem compaixão; a Deus ele canta louvores.
Quanto àquele que tem o temor de Deus, ele o protege como com um escudo; aquele que ama a Deus, ele o ajuda; aquele que rejeita o Altíssimo, ele o adverte e o faz voltar atrás; e aquele que tem a graça de um bom espírito, ele o ama como a sua própria alma.