Receberemos Novos Nomes

A promessa de um nome novo

Como na Bíblia o nome carrega identidade e destino, a esperança futura também é descrita, em parte, como o recebimento de um nome novo. A imagem aparece tanto nos profetas quanto no último livro do Novo Testamento.

Isaías promete aos fiéis "um nome eterno que nunca se apagará", melhor que filhos e filhas, e anuncia que o povo será chamado por "um nome novo, que a boca do Senhor designará". O nome novo, aqui, é sinal de uma identidade restaurada e de uma nova relação com Deus.

4 Porque assim diz o Senhor a respeito dos eunucos, que guardam os meus sábados, e escolhem aquilo em que eu me agrado, e abraçam a minha aliança:

5 Também lhes darei na minha casa e dentro dos meus muros um lugar e um nome, melhor do que o de filhos e filhas; um nome eterno darei a cada um deles, que nunca se apagará.

2 E os gentios verão a tua justiça, e todos os reis a tua glória; e chamar-te-ão por um nome novo, que a boca do Senhor designará.

A pedra branca e o nome escrito

O Apocalipse desenvolve a imagem. Ao vencedor é prometida uma "pedra branca", e nela "um nome novo escrito, que ninguém conhece senão aquele que o recebe", sinal de uma relação íntima e pessoal com Deus. Em outra promessa, o vencedor recebe escrito sobre si o nome de Deus, o nome da cidade (a nova Jerusalém) e o novo nome de Cristo, marca de pertença total.

Os dois quadros fecham o arco do tema: o Deus que, no relato bíblico, se revela por um nome e dá ou muda nomes ao longo da narrativa é descrito no fim como aquele que escreve um nome novo sobre os seus, sinal de uma identidade definitiva. É o mesmo motivo do nome reaparecendo na promessa final.