A Cidade de Deus - Livro XV 27
Livro XV: o progresso das duas cidades, de Caim e Abel até o Dilúvio
Da arca e do dilúvio, e de que não podemos concordar com os que recebem a história nua, mas rejeitam a interpretação alegórica, nem com os que sustentam o sentido figurado e não o histórico
Contudo, ninguém deve supor ou que estas coisas foram escritas sem propósito algum, ou que devamos estudar apenas a verdade histórica, à parte de quaisquer significados alegóricos; ou, ao contrário, que sejam apenas alegorias, e que não tenha havido fato algum semelhante, ou que, seja como for, não haja aqui nenhuma profecia da Igreja. Pois que homem de bom senso há de sustentar que livros tão religiosamente preservados durante milhares de anos, e transmitidos por sucessão tão ordenada, foram escritos sem objetivo, ou que somente os fatos históricos nus devam ser considerados quando os lemos?