Cartas - Livro IV 26
Cartas sobre casamento, generosidade cívica, processos e a arte de escrever
Caio Plínio a seu caro Mecílio Nepo, saudações.
Você me pede que eu cuide de revisar e corrigir os meus livrinhos, que reuniu com o maior empenho. Farei. Pois que tarefa eu deveria assumir com mais prazer, sobretudo sendo você quem a exige?
De fato, quando um homem tão grave, tão douto, tão eloquente e, além disso, tão ocupado, prestes a governar uma província importantíssima, dá tanto valor a carregar consigo os meus escritos, quanto não devo eu zelar para que esta parte da sua bagagem não o desagrade como supérflua!
Esforçar-me-ei, portanto, primeiro, para que você tenha esses companheiros os mais agradáveis possíveis, e depois, para que ao voltar encontre outros que queira juntar a eles. Pois você, como leitor, me incita não pouco a novas obras. Até logo.