O Sonho de um Homem Ridículo 5

Conto de 1877: um niilista decide se matar, sonha com uma terra sem pecado, provoca a sua queda e desperta convertido à verdade de que bastaria amar uns aos outros

Ah, agora, vida, vida! Ergui as mãos e clamei à verdade eterna, não com palavras, mas com lágrimas; o êxtase, um êxtase incomensurável, inundou a minha alma. Sim, vida e a difusão da boa nova! Ah, naquele momento eu resolvi difundir a nova, e resolvi, claro, para a vida inteira. Eu vou difundir a nova, eu quero difundir a nova, de quê? Da verdade, pois eu a vi, vi com os meus próprios olhos, vi em toda a sua glória.