O Sonho de um Homem Ridículo 5
Conto de 1877: um niilista decide se matar, sonha com uma terra sem pecado, provoca a sua queda e desperta convertido à verdade de que bastaria amar uns aos outros
Eu estendia as mãos para eles em desespero, acusando, amaldiçoando e desprezando a mim mesmo. Eu lhes dizia que tudo aquilo era obra minha, só minha; que tinha sido eu a trazer a eles a corrupção, a contaminação e a falsidade. Eu lhes implorava que me crucificassem, eu lhes ensinava a fazer uma cruz.