Concordia do Livre Arbítrio - Parte I 5
Parte I - Sobre as capacidades do livre-arbítrio para praticar o bem
Disputa V: O que o livre-arbítrio pode fazer uma vez abandonado o estado de inocência e apenas com o concurso geral de Deus, em relação a cada uma das ações que não transcendem um fim natural
1. Para passar a considerar as forças do livre-arbítrio no homem ─já se encontre em estado de nudez, já se encontre caído em pecado─, vamos começar apresentando a seguinte conclusão: apenas com o concurso geral de Deus e sem outro dom, nem auxílio da graça, o homem pode realizar uma obra moralmente boa, dirigida a um fim natural e que, em relação a este fim, seja verdadeiramente boa e virtuosa, mas não porque esta obra se ajuste a um fim sobrenatural e, em relação a este fim, possa ser considerada um bem em si e uma obra virtuosa.