Ángeles arrojados a las cadenas de la oscuridad
La segunda epístola de Pedro abre un catálogo de juicios divinos con un ejemplo que no tiene paralelo claro en el Antiguo Testamento: "si Dios no perdonó a los ángeles que pecaron, sino que arrojándolos al infierno los entregó a prisiones de oscuridad, para ser reservados al juicio". El verbo griego traducido por "arrojar al infierno" es tartaroo, derivado de Tártaro, el abismo más profundo de la mitología griega. Son ángeles que pecaron, presos en el abismo, esperando el juicio.
4 Porque, se Deus não perdoou aos anjos que pecaram, mas, havendo-os lançado no inferno, os entregou às cadeias da escuridão, ficando reservados para o juízo;
5 E não perdoou ao mundo antigo, mas guardou a Noé, a oitava pessoa, o pregoeiro da justiça, ao trazer o dilúvio sobre o mundo dos ímpios;
El detalle decisivo: el diluvio a continuación
Lo que hace precisa la referencia es el orden de los ejemplos. Justo después de mencionar a los ángeles presos, Pedro pasa inmediatamente al diluvio: Dios "no perdonó al mundo antiguo, sino que guardó a Noé". Esa secuencia (ángeles que pecaron, luego el diluvio) es exactamente el orden de los eventos en el Libro de los Vigilantes: primero la caída de los ángeles y su aprisionamiento, luego el diluvio que barre el mundo corrompido por ellos. Pedro no está pensando en la caída de Satanás en el Edén, sino en el pecado angelical prediluviano.
6 E aos anjos que não guardaram o seu principado, mas deixaram a sua própria habitação, reservou na escuridão e em prisões eternas até ao juízo daquele grande dia;
La prisión de los Vigilantes en Enoc
Tanto 2 Pedro como Judas describen ángeles presos en la oscuridad, en cadenas, aguardando el juicio. Es la misma imagen que el Libro de Enoc desarrolla en detalle: el Señor ordena que Azazel y los Vigilantes sean atados bajo la tierra "hasta el día del juicio", y Enoc es llevado a ver el propio lugar de esa prisión, descrito como la cárcel de los ángeles donde "serán retenidos para siempre".
4 Então explicou-lhe a consumação que está preste a acontecer; pois toda a terra perecerá; as águas do dilúvio virão sobre toda a terra, e todos os que estão nela serão destruídos.
5 E agora, ensina-o como ele pode escapar, e como sua semente pode permanecer em toda a terra.
6 Novamente o Senhor disse a Rafael: Amarra a Azaziel, mãos e pés; lança-o na escuridão; e abrindo o deserto que está em Dudael, lança-o nele.
1 ENTÃO fui levado para um lugar no qual nada estava completo.
2 Lá eu vi algo de espantoso; não se via nem um céu exaltado, nem de uma terra estabelecida, mas um lugar desolado e horrível.
3 Lá também vi sete estrelas do céu amarradas juntas, semelhantes a grandes montanhas, e semelhante ao fogo fervente.
4 Eu exclamei: Por que espécie de crime elas foram amarradas, e por que foram removidas de seu lugar?
5 Então Uriel, um dos santos anjos que estava comigo, e o qual me conduzia, respondeu: Enoque, por que perguntas; por que arrazoas consigo mesmo, e ansiosamente indagas?
6 Estas são aquelas estrelas que transgrediram o mandamento do altíssimo Deus; e estão aqui amarradas, até que o número infinito dos dias dos seus crimes esteja completo.
7 Dali eu passei depois para um outro lugar terrível;
8 Onde eu vi a operação de um grande fogo flamejante e resplandecente, no meio do qual havia uma divisão.
9 Colunas de fogo lutando juntas para o fim do abismo, e profunda era sua descida.
10 Mas sua medida e magnitude eu não fui capaz de descobrir, nem pude perceber sua origem.
11 Então exclamei: Quão terrível é este lugar, e quão difícil explorá-lo!
12 Uriel, um dos santos anjos que estava comigo, respondeu e disse:
13 Enoque, por que estás alarmado e maravilhado com este terrível lugar, à vista deste lugar de sofrimento?
14 Isto, disse ele, é a prisão dos anjos; e aqui eles serão mantidos para sempre.
La convergencia es notable: vocabulario (cadenas, oscuridad, abismo), argumento narrativo (ángeles que pecaron, presos, reservados para el juicio) y secuencia (el diluvio a continuación) coinciden con la tradición enoquita. La pregunta de fondo es si Pedro y Judas simplemente usan un lenguaje familiar a sus lectores o si presuponen el mito de los Vigilantes como historia factual, parte de la memoria del mundo prediluviano.