Testamentos dos Doze Patriarcas 42

Os discursos de despedida dos doze filhos de Jacó (Rúben a Benjamim), pseudepígrafo judaico do séc. II a.C. com camadas cristãs

Testamento de Judá, capítulo 7

E no dia seguinte nos foi dito que o rei da cidade de Gaás com uma poderosa hoste vinha
contra nós. Eu, portanto, e fingimos ser amorreus, e como aliados entramos na cidade
deles. E na profundeza da noite nossos irmãos vieram e abrimos para eles os portões, e destruímos todos os homens e os seus bens, e tomamos como presa tudo que era deles, e as suas três
muralhas derrubamos. E nos aproximamos de Tamna, onde estavam todos os bens dos reis inimigos. Então, sendo insultado por eles, fiquei irado, e me lancei contra eles até o topo, e
eles ficavam atirando contra mim pedras e dardos. E se Dã, meu irmão, não me tivesse ajudado, eles me
teriam matado. Viemos sobre eles, portanto, com ira, e todos fugiram, e passando por
outro caminho, suplicaram a meu pai, e ele fez paz com eles. E não lhes fizemos nenhum mal,
e eles se tornaram tributários nossos, e devolvemos a eles o seu despojo. E construí Tamna, e meu
pai construiu Pabael. Eu tinha vinte anos quando esta guerra aconteceu. E os cananeus temiam a mim e a meus irmãos.