Leis de Eshnunna 1

Código de leis acádio do reino de Eshnunna, c. 1770 a.C.; anterior ao Código de Hamurabi

1 kor de cevada por 1 siclo de prata; 3 qa de óleo ruitum por 1 siclo de prata; 1 seah (e) 2 qa de óleo de gergelim por 1 siclo de prata; 1 seah (e) 5 qa de banha por 1 siclo de prata; 4 seah de "óleo de rio" por 1 siclo de prata; 6 minas de por 1 siclo de prata; 2 kor de sal por 1 siclo de prata; 1 kor de potassa por 1 siclo de prata; 3 minas de cobre por 1 siclo de prata; 2 minas de cobre trabalhado por 1 siclo de prata.
1 qa de óleo de gergelim equivale a 3 seah de cevada; 1 qa de banha equivale a 2 seah (e) 5 qa de cevada; 1 qa de "óleo de rio" equivale a 8 qa de cevada.
Uma carroça com seus bois e seu condutor: o aluguel é de 1 pan (e) 4 seah de cevada. Se for em prata, o aluguel é de 1/3 de siclo. Ele a conduzirá o dia inteiro.
O aluguel de um barco (por) 1 kor (de capacidade) é de 2 qa, e [...] qa é o salário do barqueiro. Ele o conduzirá o dia inteiro.
Se um barqueiro foi negligente e afundou o barco, pagará por inteiro tudo o que afundou.
Se um homem tomou de forma ilícita um barco que não era seu, pagará 10 siclos de prata.
O salário de um ceifeiro é de 2 seah de cevada. Se for em prata, seu salário é de 12 grãos.
O salário de quem joeira o grão é de 1 seah de cevada.
Se um homem entregou 1 siclo de prata a um trabalhador contratado para a colheita, e este não compareceu nem colheu coisa alguma da colheita, pagará 10 siclos de prata.
O aluguel de um jumento é de 1 seah de cevada, e o salário de seu condutor é de 1 seah de cevada. Ele o conduzirá o dia inteiro.
O salário de um trabalhador contratado é de 1 siclo de prata; sua alimentação é de 1 pan de cevada. Ele servirá por um mês.
O homem que for surpreendido no campo de um cidadão comum, entre a plantação, em plena luz do dia, pagará 10 siclos de prata. Quem for surpreendido à noite na plantação morrerá, não viverá.
O homem que for surpreendido na casa de um cidadão comum, dentro da casa, em plena luz do dia, pagará 10 siclos de prata. Quem for surpreendido à noite na casa morrerá, não viverá.
O aluguel de [...]: se trouxer 5 siclos de prata, o aluguel é de 1 siclo; se trouxer 10 siclos de prata, o aluguel é de 2 siclos.
Das mãos de um escravo ou de uma escrava, um mercador ou uma taberneira não receberá prata, cevada, lã, óleo de gergelim, ou coisa semelhante.
A um filho coproprietário de um homem, ou a um escravo, não se concederá crédito.
O homem que emprestar tendo por base equivalência, cobrará na eira.
Se um homem deu cevada por [...] mas converteu a cevada em prata, na colheita ele receberá a cevada e seus juros, à razão de 1 (pan e) 4 seah por 1 kor.
Se um homem deu prata adiantada, ele receberá a prata e seus juros, à razão de um sexto e [6 grãos] por 1 siclo.
Se um homem nada tinha a cobrar de outro homem, mas reteve a escrava dele como penhor: o dono da escrava jurará por um deus, "Você nada tem a me cobrar", e quem a reteve pagará prata no valor do preço da escrava.
Se um homem reivindicou a noiva na casa de seu sogro, mas o sogro o prejudicou e deu a filha a [outro], o pai da moça devolverá em dobro o pagamento nupcial que recebeu.
Se um homem trouxe o pagamento nupcial pela filha de um homem, mas outro, sem pedir consentimento ao pai e à mãe dela, a tomou à força e a deflorou, é de fato um caso de vida: ele morrerá.
Se um homem foi [feito prisioneiro] durante uma incursão ou uma invasão, ou foi levado à força, e [permaneceu] em outra terra por [longo] tempo, e outro tomou sua esposa e ela deu à luz um filho: quando ele voltar, poderá [retomar] sua esposa.
Se um homem odiou sua cidade e seu senhor e fugiu, e outro tomou sua esposa: quando ele voltar, não terá direito algum sobre sua esposa.
Se um homem deflorou a escrava de outro homem, pagará 1/3 de mina de prata, e a escrava continuará pertencendo ao seu dono.
Se um homem entregou seu filho para ser amamentado e criado, mas não forneceu as rações de comida, de óleo e de roupa por três anos, pagará 10 minas pelo custo da criação de seu filho e tomará o filho de volta.
Se uma escrava enganou e entregou seu filho à filha de um homem, e, quando ele cresceu, seu dono o reconheceu: poderá tomá-lo e levá-lo de volta.
Se um dos irmãos quiser vender sua parte e seu irmão quiser comprá-la, pagará por inteiro o preço médio que outro pagaria.
Se um homem empobreceu e vendeu sua casa, no dia em que o comprador a revender, o dono da casa poderá resgatá-la.
Se um homem comprou um escravo, uma escrava, um boi, ou qualquer outra coisa, seja qual for, e não identificou o vendedor, ele mesmo é o ladrão.
Se um residente estrangeiro, um depositário ou um mudum entregar sua cerveja, a taberneira a venderá por ele ao preço corrente.
Se um homem mordeu e arrancou o nariz de outro homem, pagará 1 mina de prata. Por um olho, 1 mina; por um dente, 1/2 mina; por uma orelha, 1/2 mina. Por uma bofetada no rosto, pagará 10 siclos de prata.
Se um homem decepou o dedo de outro homem, pagará 2/3 de mina de prata.
Se um homem golpeou outro homem e quebrou sua clavícula, pagará 2/3 de mina de prata.
Se um homem feriu outro homem numa rixa, pagará 10 siclos de prata.
E quanto a [...]: das causas de 1/3 de mina até 1 mina, eles o submeterão a julgamento, mas uma acusação que envolve a vida pertence ao próprio rei.
Se um homem foi flagrado na posse de um escravo roubado ou de uma escrava roubada, por um escravo trará um escravo, por uma escrava trará uma escrava.
Se um governador, um comissário de canais, ou qualquer outro funcionário que seja, capturou um escravo fugitivo, uma escrava fugitiva, um boi extraviado ou um jumento extraviado (do palácio ou de um cidadão comum), mas não o levou a Eshnunna e o reteve em sua casa, o palácio o acusará de roubo.
Um escravo ou uma escrava de Eshnunna que esteja marcado com um kannum, um maskanum ou um abbuttum não sairá pela porta de Eshnunna sem o seu dono.
Um escravo ou uma escrava que esteja sob a custódia de um enviado e tenha entrado pela porta de Eshnunna será marcado com um kannum, um maskanum ou um abbuttum, e permanecerá sob a custódia de seu dono.
Se um boi escorneou e matou outro boi, os dois donos dividirão entre si o preço do boi vivo e a carcaça do boi morto.
Se um muro ameaçava ruir e as autoridades do bairro avisaram o dono do muro, mas ele não reforçou o muro, e o muro desabou e matou o filho de um homem: é um caso que envolve a vida, decreto do rei.
Se um homem gerou filhos, repudiou sua esposa e tomou outra, será expulso da casa e de tudo o que ela contém, e seguirá atrás de quem ele preferir.
[Se um guarda foi negligente ao vigiar uma casa e um arrombador entrou na casa, esse guarda (da casa em que ocorreu o arrombamento) será morto; sem que se lhe abra uma sepultura, será enterrado diante do lugar do arrombamento.] (A seção 60 está muito mal preservada; esta é a reconstrução conjetural de Landsberger, relatada por Yaron com fortes ressalvas.)
[...] no 21o dia [...] de Enlil, o deus [...] [...] a realeza de Eshnunna [...] de modo que para a casa de seu pai [...] (e quando) Supur-Shamash [...] do outro lado do Tigre [...] (no mesmo) único ano foram capturados com poderosa (força das) armas.
O aluguel de uma foice (e) de um cinto é de 1 seah (e) 5 qa; ao seu dono devem retornar.
Se o filho de um homem levou o pagamento nupcial à casa de seu sogro: (i) se dos dois um foi levado pelo destino, a prata retornará ao seu dono; (ii) se ele a tomou e ela entrou em sua casa, e depois o noivo ou a noiva foi levado pelo destino, não se fará sair o que foi trazido; tomará apenas o excedente.
1 siclo renderá um sexto e 6 grãos de juros; 1 kor renderá 1 (pan e) 4 seah de cevada de juros.
Se um homem nada tinha a cobrar de outro homem, mas reteve a escrava dele como penhor, manteve a penhorada presa em sua casa e a fez morrer, restituirá 2 escravas ao dono da escrava. Se nada tinha a cobrar dele, mas reteve como penhor a esposa de um cidadão comum ou o filho de um cidadão comum, manteve o penhorado preso em sua casa e o fez morrer, é um caso de vida: quem reteve o penhor morrerá.
Se um homem tomou a filha de um homem sem pedir consentimento ao pai e à mãe dela: (i) e também não estabeleceu festa de casamento nem contrato com o pai e a mãe dela, ainda que ela morasse em sua casa pelo período de um ano, ela não é "esposa". (ii) Se ele estabeleceu contrato e festa de casamento com o pai e a mãe dela e a tomou, ela é "esposa". No dia em que ela for surpreendida no colo de outro homem, morrerá, não viverá.
Se a escrava do palácio entregou seu filho ou sua filha a um cidadão comum para ser criado, o palácio levará de volta o filho ou a filha que ela entregou; e quem tomou o filho da escrava do palácio restituirá ao palácio um equivalente.
Se um homem entregou seus bens a um depositário em depósito, e a casa não foi arrombada, a soleira não foi raspada, a janela não foi arrancada, mas ele deixou perder os bens do depósito que lhe haviam sido entregues, restituirá os bens. Se a casa do homem foi saqueada e, junto com os bens do depositante que lhe haviam sido entregues, o dono da casa também sofreu perda, o dono da casa jurará por deus, na casa de Tishpak: "Junto com os seus bens, os meus bens se perderam; eu nada fiz de impróprio nem fraudulento."
Se um homem derrubou outro homem ao chão numa briga e quebrou seu braço, pagará 1/2 mina de prata. Se quebrou sua perna, pagará 1/2 mina de prata.
Se um homem, num tumulto, causou a morte do filho de um homem, pagará 2/3 de mina de prata.
Se um boi era chifrador e as autoridades do bairro avisaram seu dono, mas ele não vigiou o boi, e o boi escorneou e matou um homem, o dono do boi pagará 2/3 de mina de prata. Se escorneou e matou um escravo, pagará 15 siclos de prata.
Se um cão era perigoso e as autoridades do bairro avisaram seu dono, mas ele não vigiou o cão, e o cão mordeu um homem e o fez morrer, o dono do cão pagará 2/3 de mina de prata. Se mordeu um escravo e o fez morrer, pagará 15 siclos de prata.