Código de Lipit-Ishtar 3
Código de leis sumério, c. 1930 a.C., do rei Lipit-Ishtar de Isin; anterior ao Código de Hamurabi
Epílogo
Em verdade, conforme a [palavra verdadeira] de Utu, eu fiz Sumer e Acade manterem a verdadeira justiça. Em verdade, conforme a determinação de Enlil, eu, Lipit-Ishtar, o filho de Enlil, aboli a inimizade e a rebelião; tornei o pranto e as lamentações [...] proibidos; fiz a retidão e a verdade resplandecerem; trouxe bem-estar aos sumérios e acádios [...].
[cerca de 19 linhas faltando]
Em verdade, quando estabeleci a riqueza de Sumer e Acade, ergui esta estela.
Aquele que não cometer nenhum ato perverso contra ela, que não danificar a minha obra, que [não] amaldiçoar a sua inscrição, que não escrever o próprio nome sobre ela, que seja presenteado com vida e fôlego de longos dias; que ele se eleve no Ekur; que a fronte radiante de Enlil olhe sobre ele.
Por outro lado, aquele que cometer algum ato perverso contra ela, que danificar a minha obra, que entrar no depósito e mudar o seu pedestal, que apagar a sua inscrição, que escrever o próprio [nome] sobre ela, ou que, por causa desta [maldição], colocar [outra pessoa] em seu lugar, [esse homem, seja] ele um [...], [seja] ele um [...].
[cerca de 7 linhas faltando]
[...] que ele lhe tire [...] e traga [...] o seu [...] o seu [...] quem quer que seja; que [...] Ashnan e Sumugan, os senhores da abundância, lhe tirem [...].
O seu [...] que ele aboli[a] [...]. Que Utu, o juiz do céu e da terra, [...] tire [...] o seu [...] o seu fundamento [...], como [...],
que ele seja contado; que o fundamento da sua terra não seja firme; o seu rei, quem quer que seja, que Ninurta, o herói poderoso, o filho de Enlil, [...].
[o restante destruído]