Juízes 5
E cantou Débora e Baraque, filho de Abinoão, naquele mesmo dia, dizendo:
O capítulo 5 é o chamado 'Cântico de Débora', uma versão poética da batalha narrada em prosa no capítulo 4. Muitos especialistas o consideram um dos textos mais antigos da Bíblia hebraica, datado por alguns ao séc. XII-XI a.C., concorrendo apenas com o Cântico do Mar (Êx 15) para o título de hebraico bíblico mais arcaico. O argumento se apoia em traços linguísticos (formas verbais e vocabulário tidos por antigos) e na ortografia. Há divergência: outros estudiosos sustentam que essas marcas são poéticas, não necessariamente arcaicas, e propõem datas bem posteriores (do séc. VII a.C. ao período pós-exílico). Não há consenso fechado.O verso atribui o canto a Débora 'e Baraque', mas o restante do poema fala de Débora na primeira pessoa ('eu, Débora, me levantei', v.7) e trata Baraque na terceira. A crítica textual costuma ver a menção conjunta a Baraque como acréscimo redacional, para harmonizar o cântico com a narrativa em prosa do cap. 4.