Malaquias 1
Yo os he amado, dice Jehová: y dijisteis: ¿En qué nos amaste? ¿No era Esaú hermano de Jacob, dice Jehová, y amé á Jacob,
O livro é estruturado em disputas (em hebraico, gênero próximo do 'rib', a controvérsia jurídica): Deus afirma algo, o povo ou os sacerdotes contestam com uma pergunta ('Em que nos tens amado?'), e segue a refutação. São cerca de seis dessas controvérsias em formato pergunta-resposta ao longo do livro, e esta é a primeira.'Amei a Jacó e odiei a Esaú' usa linguagem de eleição, não de afeto psicológico: trata-se da escolha de Israel (Jacó) e da rejeição de Edom (Esaú) como povos. No idioma hebraico, 'amar' e 'odiar' funcionam aqui como 'preferir' e 'preterir'. Paulo cita o versículo em rm9:13 para discutir a eleição divina. A rivalidade Israel-Edom remonta a gn25:23 e se agravou depois que Edom se beneficiou da queda de Jerusalém em 586 a.C. (sl137:7).
Y á Esaú aborrecí, y torné sus montes en asolamiento, y su posesión para los chacales del desierto?
A 'desolação dos montes' de Esaú reflete o declínio histórico de Edom no período persa-helenístico, quando tribos árabes (entre elas os antepassados dos nabateus) pressionaram a região de Seir e os edomitas migraram para o sul da Judeia (a futura Idumeia). Achados arqueológicos de assentamentos edomitas abandonados são compatíveis com esse colapso, embora a datação precisa permaneça discutida.'Chacais do deserto' segue o texto massorético ('tanot'); o termo é raro e algumas versões e estudiosos leem 'moradas do deserto', uma variante de vocalização. A ideia geral, terra entregue à desolação, permanece a mesma em qualquer leitura.