Cartas - Livro IV 5

Cartas sobre casamento, generosidade cívica, processos e a arte de escrever

Caio Plínio a Júlio Esparso, seu amigo, saudações.

Contam que Ésquines, a pedido dos ródios, leu para eles um discurso seu e depois um de Demóstenes, ambos sob grandes aplausos.
Não me admira que isso tenha acontecido com os escritos de homens tão grandes, quando pouco os homens mais doutos ouviram um discurso meu por dois dias com tanto interesse, tanta aprovação e até tanto esforço, embora nenhuma comparação de um lado e outro, nenhum tipo de competição lhes estimulasse a atenção.
Pois os ródios eram excitados tanto pelos próprios méritos dos discursos quanto pelo aguilhão da comparação; meu discurso foi aprovado sem o atrativo da rivalidade. Se com mérito, você vai saber quando ler o livro, cuja extensão não me deixa fazer um prefácio mais longo nesta carta.
Pois ao menos aqui, onde podemos, devemos ser breves, para que seja mais desculpável o fato de eu ter estendido o próprio livro, embora não além do que a importância do assunto exigia. Até logo.