Salmos 37
Mozo fuí, y he envejecido, y no he visto justo desamparado, ni su simiente que mendigue pan.
Este verso, 'nunca vi desamparado o justo, nem a sua semente a mendigar o pão', é um dos pontos eticamente mais debatidos do salmo. Lido como princípio absoluto, ele contrasta com a experiência humana e com a tensão de outros textos bíblicos, como Jó, que retrata um justo arruinado, e o Salmo 73, que confessa a angústia de ver os ímpios prosperarem. Estudiosos costumam ler a afirmação como retórica sapiencial generalizante (a tendência de longo prazo da retribuição divina) e não como garantia mecânica; outros a tomam como a confiança pessoal de uma voz idealizada. A tensão com Jó e o Salmo 73 é real e não foi 'resolvida' dentro do próprio cânon.