Isaías 9
Porque un niño nos es nacido, hijo nos es dado; y el principado sobre su hombro: y llamaráse su nombre Admirable, Consejero, Dios fuerte, Padre eterno, Príncipe de paz.
Este é o verso mais debatido do capítulo. Quanto ao gênero, boa parte da crítica o lê como um oráculo de entronização (uma celebração de coroação régia, no estilo do Salmo 2), e não como um anúncio de nascimento literal; daí muitos relacionarem o 'menino' a um rei davídico concreto, sendo Ezequias a candidatura mais citada como referente original no século 8 a.C.Os quatro títulos ('Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz') têm forte paralelo nos nomes de trono que o Egito e a Assíria conferiam a um rei em sua ascensão: no Antigo Oriente, atribuir epítetos divinos ao monarca era convenção de protocolo de corte, não necessariamente afirmação de que o rei fosse um deus. A tradição cristã, desde os Evangelhos, leu os títulos como predicados da divindade de Cristo. A exegese judaica e parte da crítica os entendem como nomes teofóricos honoríficos (o nome descreve a Deus, o doador, e não a natureza da criança), de modo análogo a nomes hebraicos como Elias ('meu Deus é o Senhor'). O hebraico 'El Gibbor' pode ser vertido como 'Deus Forte' ou como 'Herói divino/poderoso'.