Alma 40
O livro mais longo da obra. Reúne as missões de Alma e dos filhos de Mosias entre os lamanitas, o discurso sobre a fé como semente, o relato quiástico da conversão de Alma e as guerras nefitas sob o capitão Morôni
Ora, com relação ao estado da alma entre a morte e a ressurreição — eis que me foi dado saber por um anjo que o espírito de todos os homens, logo que deixa este corpo mortal, sim, o espírito de todos os homens, sejam eles bons ou maus, é levado de volta para aquele Deus que lhes deu vida.
E então acontecerá que o espírito daqueles que são justos será recebido num estado de felicidade, que é chamado paraíso, um estado de descanso, um estado de paz, onde descansará de todas as suas aflições e de todos os seus cuidados e tristezas.
E então acontecerá que o espírito dos iníquos, sim, aqueles que são maus — pois eis que eles não têm parte nem porção do Espírito do Senhor; pois eis que preferiram praticar o mal e não o bem; por conseguinte, o espírito do diabo entrou neles e apossou-se de seu corpo — e eles serão atirados nas trevas exteriores; ali haverá pranto e lamentação e ranger de dentes; e isto em virtude de sua própria iniquidade, sendo levados cativos pela vontade do diabo.
Ora, esse é o estado da alma dos iníquos, sim, em trevas e num estado de espantosa e terrível expectativa da ardente indignação da ira de Deus sobre eles. Portanto, permanecem nesse estado, assim como os justos no paraíso, até a hora de sua ressurreição.