Salmos 150
Aleluya. Alabad al Señor en su templo, alabadlo en su fuerte firmamento;
O Salmo 150 é um hino de louvor puro (gênero: hino) e funciona como a doxologia final de todo o Saltério. Os Salmos hebraicos estão divididos em cinco 'livros', cada um fechado por uma fórmula de bênção; o conjunto 146-150 (o 'Hallel final', todos abrindo e fechando com 'Aleluia', em hebraico 'hallelu-Yah', 'louvai a Yah') serve de doxologia ao livro inteiro, e o Salmo 150 é o clímax desse crescendo.Este verso responde ao 'onde' do louvor por meio de paralelismo: o 'santuário' (o templo, espaço terreno do culto) e o 'firmamento do seu poder' (a abóbada celeste). A combinação abarca céu e terra, sugerindo que o louvor não se restringe ao culto humano, mas ecoa em todo o cosmo.
alabadlo por sus obras magníficas, alabadlo por su inmensa grandeza.
Aqui está o 'porquê' do louvor: os 'atos poderosos' (as intervenções de Deus na história, como o Êxodo) e a 'excelência da sua grandeza' (o que Deus é em si mesmo). Diferentemente de hinos como o Salmo 136, que detalham os motivos com um refrão repetido, este salmo concentra a atenção no próprio ato de louvar, não na argumentação.
Alabadlo tocando trompetas, alabadlo con arpas y cítaras;
Os versos 3-5 descrevem o 'como' do louvor, listando instrumentos do culto do Templo. A 'trombeta' aqui traduz o hebraico 'shofar', o chifre de carneiro usado em festas e convocações (não um instrumento de metal). O 'saltério' (nevel) e a 'harpa' (kinnor) eram instrumentos de corda típicos do acompanhamento dos cânticos levíticos.
alabadlo con tambores y danzas, alabadlo con trompas y flautas;
A palavra traduzida por 'órgãos' é o hebraico 'ugab', um instrumento de sopro (provavelmente uma flauta ou gaita de palheta). 'Órgão' é uma escolha anacrônica de tradutores antigos, pois o órgão de tubos só surgiria séculos depois. O tamborim ('tof') e a dança remetem a celebrações de vitória, como a de Miriã após a travessia do mar.
alabadlo con platillos sonoros, alabadlo con platillos vibrantes.
Os dois tipos de címbalos ('sonoros' e 'altissonantes') traduzem expressões hebraicas que distinguem címbalos de toque mais agudo de címbalos de grande estrondo, fechando a lista com o som mais intenso possível. A enumeração de instrumentos de sopro, corda e percussão sugere uma orquestra completa: todo recurso sonoro é convocado ao louvor.
Todo ser que alienta alabe al Señor. ¡Aleluya!
O salmo, e com ele todo o livro dos Salmos, termina ampliando o convite de modo universal: 'tudo quanto tem fôlego' inclui não só Israel ou os adoradores no Templo, mas todo ser que respira. O verbo hebraico 'hallel' ('louvar') aparece treze vezes nestes seis versos, e este último é um jussivo (um convite) em vez de uma ordem direta. A 'neshamah' (fôlego de vida soprada por Deus na criação) torna a própria respiração que sustenta a vida em instrumento de louvor.