Sofonías 1
Extenderé mi mano contra Judá, contra todos los vecinos de Jerusalén y arrancaré de ese lugar lo que queda de Baal, hasta el nombre de los servidores y sacerdotes,
O 'restante de Baal' alude ao culto cananeu que a reforma de Josias combateu (2Rs 23:4-6). Os textos de Ugarit (o Ciclo de Baal, séc. XIV-XIII a.C.) caracterizam esse deus: Baal, também chamado Hadad, é o jovem deus da tempestade e da fertilidade, o 'Cavaleiro das Nuvens' cuja voz é o trovão e que lança raios à terra, responsável pelas 'estações das chuvas' que garantiam a colheita. No mito, ele conquista o direito a um palácio próprio entre os deuses e abre uma janela nas nuvens por onde solta sua voz sagrada que faz a terra tremer. Era exatamente esse poder sobre a chuva e a fertilidade que tornava seu culto atraente numa sociedade agrária, e contra ele os profetas de Israel insistiam que só YHWH dá a chuva.A frase 'o nome dos sacerdotes dos ídolos, juntamente com os sacerdotes' usa o termo hebraico 'kemarim' (sacerdotes idólatras), distinto de 'kohanim' (sacerdotes legítimos). A construção é truncada e as versões divergem sobre se 'os sacerdotes' ao final são um segundo grupo (levitas comprometidos com o sincretismo) ou repetição estilística.