Salmos 19
Os céus declaram a glória de Deus e o firmamento anuncia a obra das suas mãos.
O Salmo 19 é um dos casos mais discutidos do saltério quanto à sua unidade. Ele se divide nitidamente em duas metades de tom muito diferente: os versos 1-6 são um hino à criação (os céus louvam a Deus), e os versos 7-14 são um louvor à Torá (a lei do Senhor é perfeita). A primeira parte chama a divindade de 'El' (Deus, termo genérico), enquanto a segunda usa repetidamente o nome próprio 'YHWH' (o Senhor). Por causa disso, vários estudiosos (como Charles Briggs e Julian Morgenstern) propuseram que a parte da criação seria um hino mais antigo, possivelmente de origem não israelita, reaproveitado e completado pela seção da lei. Outros leem o salmo como composição unitária e intencional, em que a glória de Deus revelada na natureza (parte 1) culmina na revelação mais clara dada pela sua palavra (parte 2).