Tobias 4
Nesse dia, Tobit lembrou-se do dinheiro que tinha deixado com Gabael em Rages, na Média,
Ragés (atual Rey, perto de Teerã) e a Média situam a trama no cenário do exílio assírio-persa. O depósito de dinheiro com Gabael fora da cidade é o gancho narrativo que justifica a viagem de Tobias, em torno da qual gira todo o enredo. A crítica majoritária lê Tobias como uma novela edificante da diáspora (séc. III-II a.C.), e não como crônica histórica: a geografia do livro é imprecisa (o Tigre não fica na rota de Nínive a Ecbátana, e a distância entre Ecbátana e Ragés é muito maior do que os 'dois dias' que o livro sugere em outros pontos), indício de um autor que escreve de longe sobre um Oriente meio lendário.